sexta-feira, 18 de outubro de 2013

PARABENS


Senador Eduardo Suplicy (PT-SP) quer que cria‹o de novos estados dependa de consulta ˆ popula‹o do pa’s inteiro
Suplicy destacou trechos do texto que defendem o fim da Polícia Militar e a reação efetiva do povo contra o autoritarismo e o abuso de poder. No documento, os manifestantes se definem como "a sociedade civil, a juventude e os trabalhadores indignados, por trás de um capuz negro".
Suplicy falou da importância da carta para ampliar a compreensão sobre o sentimento dos manifestantes e depois refletir a respeito. Ele ressaltou que, apesar de serem considerados vândalos mascarados por alguns que condenam as depredações, os jovens envolvidos nessa "busca por justiça" têm a simpatia de uma parcela da população. Contudo, enfatizou que não apoia atos violentos reproduzidos pelo movimento, pois retrai e desmobiliza a sociedade que deseja mudanças.
“As boas intenções deles, pelas práticas violentas, terminam sendo contraproducentes ao seu próprio objetivo”, disse Suplicy.
Por outro lado, Suplicy sugeriu a aplicação de penas alternativas como dar aulas na comunidade, atendimento em pronto-socorro ou construção de escolas. “Tentar compreender não significa apoiar”, concluiu Suplicy.
 
  crisbr            
Acho que não se deve confundir as coisas: os anarquistas não devem ser presos ou intimidados por divulgar as suas ideias se a polícia esta fazendo isso esta errada! eles tem  o direito de se manifestar, fazer panfletagem, ser contra a democracia,  se runir em grupos fazer passeatas pichar  o A está tudo certo! nada disso é ilegal fazer atos de desobediência civil ( "ocupe" por exemplo).  apenas se passarem  a usar armas de fogo ou bombas aí sim a policia( dentro da lei e eles com pleno  direito de defesa) deve agir  pois luta armada para mim só se justifica contra ditaduras.   é uma linha tênue porém é ela que separa a democracia da ditadura. A constituição não proíbe a divulgação da ideologia anarquista portanto reprimi-los por isso é um ato  autoritário podemos divergir se opor as  ideias nunca reprimi-los apenas por isso.
 
 
 

A criminalização do anarquismo e o Estado democrático

Miguel Javaral               

 
Acabo de ficar sabendo que a casa do meu amigo Ameba, marceneiro, pai, anarquista e vocalista da banda anarco-punk Atack Epiléptico, foi vasculhada pela polícia com um mandato de busca e apreensão. Anteriormente ele havia sido o último preso político das manifestações de 7 de setembro em Belo Horizonte a ser libertado e agora responde ao seu processo kafkaniano (que inclui a surreal acusação de formação de milícia armada) em liberdade.
O material apreendido: cartazes anarquistas (alguns deles, sem dúvida, cartazes de show), material sobre as manifestações. Não sei como foi a atuação dele no 7 de setembro, não estava lá e ainda não encontrei com ele depois de sair da prisão. Sabia que desde as jornadas de junho a polícia tinha marcado ele.
O que a polícia e o ministério público pretendem com o material recolhido? Afirmar que ser anarquista e/ou punk é fazer parte de uma organização criminosa? Se for assim daqui a pouco me prendem também, posto que organizamos juntos um show a alguns anos atrás e tenho em casa uma boa quantidade de livros anarquistas, cuja a posse nunca imaginei ser ilegal.
A demonização dos black blocs significa isso: qualquer ato da polícia, por consequência do Estado, por mais violento (disparar indiscriminadamente bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha, e agora até também munição convencional) e  estapafúrdio (como a apreensão de livros em uma manifestação e a proibição de usar máscaras que não se estende aos policiais) está previamente justificado. Leis criadas para punir o crime organizado e as milícias sendo aplicadas em relação a pessoas que acabaram de se conhecer em uma passeata.
Algumas pessoas tem comentado que a total despreocupação com os direitos humanos e a legalidade  por parte da polícia nas manifestações é simplesmente uma extensão da sua forma de atuação usual na periferia. Concordo em gênero número e grau. Mas agora tais ações não são mais escondidas. Elas tem a aprovação da mídia, da esquerda e da direita. Como o "bandido" do discurso fascista de Datenas e cia. e os judeus do discurso nazista, os black blocs (leia-se anarquistas e/ou punks independentemente da adoção da tática de Black Bloc) aparecem agora como criminosos a priori, não cabe a eles a imputação de um delito específico, com ampla defesa e proporcionalidade da sentença.
A mídia, as classes dominantes e mesmo setores da esquerda querem sangue. O anarquismo é hoje o que o comunismo foi no período 1945-1964, uma linha de pensamento em relação à qual não valem as garantias do estado de direito. Nós sabemos o que veio em seguida...
 
 
FONTE da foto: Suplicy causa revolta no Plenário ao defender o Black Bloc  - Suplicy causa revolta ao dizer que Black Blocs têm “boas intenções” http://www.diariodopoder.com.br/noticias/suplicy-causa-revolta-no-plenario-ao-defender-o-black-bloc/ > Acesso 18 de outubro de 2013.

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