sábado, 22 de fevereiro de 2014

DES EDUCAÇÃO DESEESTATIZAÇÃO DES DEMOCRATICA E DESUMANIZAÇÃO


A cada ano que passa está se vendo a educação brasileira menos pública, menos democrática e menos humana. Onde os conservadores querem chegar?

Em muitos casos de escola a educação não avança para um sistema burguês da liberdade – igualdade – fraternidade. Ainda se escolhe quem vai ser o “rei” e continua-se a prática tradicional de escola impossibilitando qualquer possibilidade de uma educação libertadora do tipo de Paulo Freire em que se tem o dialogo como caminho de uma práxis da dialógica.

Neste contesto de poder simbólico de Bourdieu e o conceito de capital cultural que diferencia os estudantes conforme sua sociabilidade na sociedade. O que está acontecendo que não estamos fazendo nada, foi o adestramento que a escola tradicional condicionou vidas?

A primeira questão é se o que reproduzimos nas escolas é educação de fato, parece muito mais com uma tradição dogmática da disciplina, respeitar a regra, aprender a respeitar a autoridade o que Giddens chama de currículo oculto.

A instituição escola tem o poder de oficializar quais indivíduos sabem e quem não sabe. A escola é pública na realidade é e não o é, pois pública é atender 'o público', público neste caso parece ser estatal, mas neste sentido de estatal está deixando de o ser.

Com o advento da terceirização a educação possibilita-se o objetivo de se obter lucro com a merenda, segurança e se tem desejo em ampliar esse leque de oportunidade para o capital.

A educação brasileira pode se dizer de modo geral que em sua organização política escolar ainda é um feudo e ou algo semelhante. Os conselhos deliberativos não são conselhos e a gestão da escola é centralizada na mão de um.

E por fim neste diagnóstico negativo de des educação, desestatização, des democratização e em consequência a principal questão que são as pessoas temos a desumanização do ser humano.

A modernidade nos trouxe as máquinas e temos o ter humano que vive só para o econômico relegando a ciência humana em especial antropologia, a sociologia e a teoria política como possibilidade de vivermos melhor em sociedade.

Em tempo de informatização, internet, redes sociais, as pessoas são pobres e sua pobreza é alimentada pelo egoísmo da elite que não deseja a emancipação:

"Seria uma atitude muito ingênua esperar que as classes dominantes desenvolvessem uma forma de educação que permitisse às classes dominadas perceberem as injustiças sociais de forma crítica ..." Paulo Freire


O FÚNIL DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA
 http://movimentooperarioestudantil.blogspot.com.br/2014/01/o-funil-da-educacao-brasileira.html
 

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