Osni Valfredo Wagner
1. INTRODUÇÃO:
Este analise sobre o
sindicalismo brasileiro a partir de um recorte histórico do surgimento das
primeiras greves nos anos de 1920. Os sindicatos amarelos do getulismo, o golpe
militar impedindo a organização política sindical por vinte anos. A partir da
anistia e a redemocratização a partir de 1979 o sindicalismo combativo que se
espelha no sindicato solidário surge a CUT, contrapondo a CGT, a chegada do PT
no poder com Lula presidente a degeneração da CUT. Emergem novos ativismos com
propósitos de autonomia sindical no Brasil e manifestações de ação direta a
partir das redes sociais.
Está analise se baseia na
História do sindicalismo brasileiro em que surge de ativistas anarquistas,
socialistas e anarquistas dos anos de 1920, o sindicalismo amarelo do getulismo
e lulismo, que buscam resultados e despolitização.
2. HISTÓRIA:
A história do sindicalismo
no Brasil surge com visibilidade a partir da greve geral de 1920 no inicio do
século XX, existia uma diversidade cultural de maneiras de organização do
movimente sindical: anarquistas, socialistas e comunistas.
A partir dos governos
getulistas os sindicalistas combativos passaram a serem perseguidos, mas as
lutam continuam com greves pela luta por direitos sociais, carteira assinada,
férias, décimo terceiro. As reformas de base como reformam agrária, garantia
uma elasticidade dos direitos sociais no Brasil.
A derrubada de ativistas do
sindicalismo brasileiro no período de Getúlio Vargas faz surgir os sindicatos
pelegos, em que consistia em apoiar o governo e fazer assistencialismo.
Surge a escola pública nos
anos de 40 do século XX, impedindo a expansão da formação dos trabalhadores a
partir das propostas dos sindicalistas anarquistas socialistas e comunistas, a
pluralidade sindical com estratégias diferentes da ação direta em greves, comissões
de fábrica e clandestinidade.
3. CRÍTICA A CUT & CONLUTAS
Esta crítica a CUT e a
CONLUTAS parte da ideia de que existe um fundamentalismo do sindicalismo
brasileiro cutistas e neocutismos do conlutas, entre outros. O final do século
XX surge a partir do movimento pela abertura política brasileira e a
redemocratização, um sindicalismo de solidariedade contra a velha forma de
fazer política sindical das centrais no país como o caso da CGT, que busca
resultados imediatos.
A despolitização garante a
centralidade nas ideias de interesse do governo e impedindo avanços dos
interesses dos operários nas diversas categorias. O sindicato serve para
amaciar as negociações entre patronal e o sindicato pelo governo que contribui
para garantir o peleguismo.
“Este
sindicalismo já foi amplamente analisado. Apontamos, a seguir, algumas
características mais gerais. Trata-se de um sindicato corporativo, inspirado
numa filosofia de classes, com uma estrutura verticalista, sem conciliação
participação de dos trabalhadores, sustentado pelo imposto sindical, pela
justiça do trabalho e por uma prática assistencialista. Este sindicalismo é qualificado
de "pelego" por ter como objetivo "amenizar" o choque
provocado pela luta de classes” (ZANETTI, 1993, p. 5).
O aparelhamento das instituições
sindicais, centrais de trabalhadores no país é um retrocesso da garantia de
direitos sociais das mais diversas categorias de operários em todo o país.
O cutistas se aproxima e ou
iguala a política sindical de resultado, o aparelhamento das entidades
sindicais do lulistas-petistas se assemelha aos amarelos pelegos getulistas dos
trabalhistas.
O adento das queimadas de
bandeiras vermelhas fez com que os ativistas da CONLUTAS se aproximassem da
CUT. O que parece estar acontecendo
aproximação dos conlutistas com os cutistas, aos poucos irá entender essa
realidade. Pistas com os desfechos da greve da GM em que o conlutistas foram
protagonistas de uma grande derrota para aquela categoria.
Um novo sindicalismo está
surgindo a partir dos desafios que estão colocados na ordem do dia, as
instituições sindicais atuais estão defasadas. A nova possibilidade de avanço
depende da organização sindical autônoma, um dos possíveis rompimentos ao
peleguismo existente na atualidade do sindicalismo brasileiro.
Existe um corporativismo
partidário diretamente ou indiretamente, pode se observar pelo discurso
daqueles que abonam o mensalão, a unificação de centrais e indiretamente
partidários da base aliada de Dilma.
A queimada da bandeira
vermelha contra o governo federal, o CONLUTAS abraça na Rua a CUT entre outras
centrais que recebem dinheiro do governo, caracterizando um aparelhamento das
entidades sindicais.
Ficando visível a
aproximação fundamentalista do CONLUTAS e a CUT, entre outras centrais
sindicais brasileiras. Fundamentalismo que se origina do sistema partidário
vigente no Brasil.
4. NOVOS MOVIMENTOS SINDICAIS & MOVIMENTOS
SOCIAIS
A perspectiva de garantia de
direitos sociais no século XXI está em risco, este risco quando é percebido já
é tarde na maioria das vezes. Com o advento da automação (trabalho morto) temos
a substituição da mão de obra (trabalho vivo).
Analisando o sindicalismo
brasileiro a partir das mobilizações a partir de junho, essas manifestações
multiculturalistas nos apresentam desafios novos de analise sobre a militância
social.
Novas leituras sobre a
capacidade de se fazer manifestações a partir das redes sociais, observa-se que
as pessoas modificam-se a si e coletivamente a partir desse batismo da rua.
O século novo que está
caminhando para há segunda década, aos poucos está visível os novos desafios
para o novo tempo que vivemos. A ideia de cidadania do século passado não dá
conta em resolver os problemas atuais¿
A formação sindical é um dos
primeiros passos para o rompimento com o sindicalismo pelego e aparelhado à
tomada da consciência da situação que a classe operária vive com seus
representantes em diversas categorias.
Na realidade essa fase do
capitalismo de uma acumulação a partir do sistema financeiro. A crise que
resulta dessa forma perversa de ‘exploração’ que é muitas vezes a especulação
financeira, imobiliária etc.
As privatizações nos colocam
em um senário de aumento de tarifas nas mais diversas ordens, a mais visível é
a tarifa de transporte coletivo. Outras tarifas também aparecem como sendo
problemáticas como água, eletricidade e esgoto, que estão cada vez mais
elevados.
As manifestações no país que
aconteceram a partir de junho, tiveram diversas ordens, manifestações
espontâneas, ativistas sociais, partidários. Os conceitos manifestantes parecem
estar mais adequados para explicar os eventos no Brasil e em outros países a
partir das redes sociais.
O sentido de MOVIMENTOS
SOCIAIS é um pouco mais permanente, as mobilizações de rua da forma que se
intensificaram em todo o mundo. Podem se transformar em um grande movimento
social, a partir da consciência dos cidadãos de sua própria relevância na
participação e controle social.
Novas mobilizações somente
não significa que esses eventos são manifestações de movimentos sociais propriamente
ditos. Então o que se caracteriza como um movimento social? Responder essa
pergunta é uma pista para se encontrar um entendimento mais adequado a cerca do
que estamos falando sobre o ativismo brasileiro.
No momento de maneira
preventiva classificasse como manifestações, esse debate é importante para nos
orientar sobre os caminhos que estão sendo trilhados pelos ativistas e as
manifestações nas mais diversas maneiras de mobilização.
“O que
exigimos é respeito e, para isso, um debate franco é o melhor caminho que
podemos trilhar. Sem ignorar nossos princípios ideológicos e as experiências
históricas relevantes, nas quais cerramos fileiras com outras tradições da
esquerda ou fomos traídos, o anarquismo tem um papel importante a cumprir no
conjunto mais amplo do socialismo. Continuaremos a trabalhar sem sectarismo
para auto-organizar a classe trabalhadora e os/as oprimidos/as, mas exigimos
que tratem as bandeiras rubro-negras e o anarquismo como parte do que sempre
foram, o setor libertário do socialismo” (SILVA, 2013).
Os atuais anarquistas
contribuem para a organização de coletivos importantes, em ações diretas em que
o institucional não consegue realizar da mesma maneira eficiente na luta por
direitos sociais.
A educação não pode estar
fria, sem luz e nem sem sal. Não estamos defendendo a escola tradicional, mas
os tradicionais são autênticos. Assim como os progressistas tem sua
autenticidade entre libertadores e libertários. O complicado são aqueles que
por mais que saibam de todos os métodos não adota um, nem o da escola. É uma
porcaria porque a forma de ensinar é o de improvisar sempre, não tendo plano e
o projeto político pedagógico da escola é só uma teoria desprendida da prática
escolar.
Defender de imediato a
escola libertadora, mas em longo prazo pensar a escola libertaria. A
libertadora parte da metodologia da dialógica em que se observam os temas
geradores que movem os estudantes, a metodologia libertária se pressupõe a
liberdade e a construção da autonomia dos indivíduos.
5. CONCLUSÃO:
Analisando o sindicalismo
brasileiro podemos dizer que temos muito mais coisas negativas para analisar do
que questões positivas. A classe operária no Brasil sofrem derrotas nos mais
diversos níveis de gravidade, o que coloca a classe proletária em uma situação
de fragilidade a partir da representatividade de atores sociais em instituições
sindicais.
Essas instituições sindicais
com os representantes pelegos, aparelhados pelo Estado brasileiro, nos níveis
federal, estadual e municipal. Estado este que faz uma expansão de
privatizações. Colocando em risco as políticas sociais: de saúde, educação,
habitação, mobilidade urbana entre outros.
É urgente a formação de
novos ativistas que partam de princípios de autonomia, organização operária. A
conquista de direitos sociais é uma possibilidade que depende do rompimento com
o velho método de se fazer sindicato.
As manifestações de rua que
surgiram das indignações nas mais diversas maneiras de pensar. É uma nova
possibilidade a partir das redes sociais, avançam como germe de novas
mobilizações que emergem da consciência da necessidade da autonomia o
apartidarismo político.
A ordem do dia é desde
questões de garantia de emprego, a tarifa zero, manutenção de direitos e
ampliação de direitos históricos que ainda não foram colocados em prática como
condições de trabalho.
6. BIBLIOGRAFIA:
ANTUNES, Ricardo, O que é o sindicalismo¿ Editora Brasiliense, 2003.
ZANETTI, Lorenzo, O
"NOVO" NO SINDICALISMO BRASILEIRO: CARACTERISTICAS, IMPASSES E
DESAFIOS. Dissertação submetida como requisito parcial para a obtenção do
grau de mestre em Educação. Rio de Janeiro Fundação Getúlio Vargas Instituto de
Estudos Avançados em Educação 1993.
SILVA, Rafael Viana da,
Bruno Lima Rocha, Felipe Corrêa Deixemos todas as bandeiras vermelhas levantadas…
Mas as bandeiras rubro-negras exigem respeito! (título original)Anarquistas respondem calunias do PSTU e
pedem respeito < http://uniaocampocidadeefloresta.wordpress.com/2013/07/01/anarquistas-respondem-calunias-do-pstu-e-pedem-respeito/
> acessado em 2013.
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