domingo, 8 de dezembro de 2013

Mobilização para o desenvolvimento territorial sustentável


 

 

 

 


 

 

 

 

Resumo: Este artigo descreve a questão teórica sobre mobilizações sustentaveis partindo do significado da palavra mobilização. Perpassando pelo conceito de empoderamento e suas dinâmicas no território, a experiência da UniCampo que apresenta etapas do processo pedagógico em que possibilita a partir da formação o fomento de capacidades. O empoderamento social em processos de organização autonoma e espontânea. O Brasil um país com seu multiculturalismo de nativos, afrodescendentes e eurodecendentes, a identidade que a língua exerce como exemplo de rompimento ao personalismo politico. A metodologia desta parte da pesquisa é a revisão bibliográfica, sobre a mobilização sustentáveis das comunidades.

 

Palavras chave: Mobilização. Formação. Capacidades. Empoderamento. Multiculturalismo. Identidade

 

 

 

 

Mobilization for sustainable territorial development

 

Abstract: This article describes the theoretical question about mobilizations sustainable part is the meaning of mobilization. Permeating the concept of empowerment and its dynamics within the experience of presenting UniCampo stages of the educational process that enables the development from the training capabilities. The social empowerment processes of spontaneous and autonomous organization. Brazil is a country with its multiculturalism native, Afro-descendant and eurodecendentes, the identity that language plays such as breaking the political personalism. The methodology of this research is part of the literature review on the mobilization of sustainable communities.

 

Keywords: Mobilization. Ttraining. Capabilities. Empowerment. Multiculturalism. Identity

 

 

 

 

 


 

O artigo é parte da pesquisa de mestrado desenvolvida durante os anos de 2011 a 2013, construída através da pesquisa ação na região de Morretes do Estado do Paraná. A identificação da capacidade de mobilização pode ser um instrumento metodológico para medir os indicadores de desenvolvimento sócio ambiental, pretendemos discutir esta capacidade no decorrer desta publicação.

A capacidade de mobilização para o desenvolvimento territorial sustentável depende de influências locais, regionais e globais. A mobilização na sociedade atual é uma ideia que vem de movimentação, mesmo que o olhar seja de cima ou de baixo, a mobilização continua sendo algo que movimenta ações e relações no território.

A mobilização [2] é uma ferramenta do ativismo, uma possibilidade de articulação social, que teve um sentido revolucionário nos séculos XVIII, XIX e XX. No século XXI, emerge a mobilização de atores sociais no Brasil para projetos de ação efetiva. Esse avanço foi possível devido à democratização política brasileira, que emergiu nas últimas décadas, possibilitando uma mudança de paradigmas nos movimentos sociais, para mobilizações sociais mais abrangentes e consolidadas de ação coletiva.

A RMA [3] foi criada para formar um grupo de pressão que o PP-G7 incluísse a Mata Atlântica, incentivando o intercâmbio de informações relativas a este ecossistema, visando a sua conservação, através da mobilização, da ação política coordenada e do apoio mútuo entre os participantes” (JACOBI, 2003, p.19).

No Brasil, a mobilização emerge de experiências dos movimentos ambientalistas a partir de projetos com perfil ativista, com agentes sociais inovadores e com tecnologias sociais de empoderamento social, destacando o ativismo de extensão rural para a sustentabilidade do território.

Frente aos desafios criados pela promoção do empoderamento nas dinâmicas de desenvolvimento territorial, a criação da Universidade Camponesa – a UniCampo - inscreve-se num contexto de reflexões sobre a educação rural que se tornam muito intensas nos últimos anos” (KOLING et al., 2002) (COUDEL, TONNEAU, 2010, p. 455).

No caso da experiência da UniCampo as competências para ações territoriais são desenvolvidas em processos de formação, onde os projetos devem ser construídos a partir das decisões dos próprios envolvidos na localidade, viabilizando um fazer pedagógico.

O processo pedagógico foi organizado em três etapas, combinando os aspectos teóricos (produzir conhecimentos para compreender o que se passa), metodológico (oferecer métodos de aprendizagem) e aplicado (definir a ferramenta para agir). Cada uma dessas etapas foi estruturada em torno de projetos, que permitem a tomada de contato com a realidade” (COUDEL, TONNEAU 2010, p. 455).

A elaboração do projeto como ferramenta da mobilização territorial no meio rural, ainda no caso da UniCampo, foi definida a partir das necessidades e prioridades dos próprios camponeses, dentro dos limites da possibilidade de mobilização das organizações em cada território.

(...) legitimidade junto aos atores de base, reforçada pela sua dupla estruturação-rede. Por outro lado, sua fragilidade diz respeito à carência de “profissionalismo” na concorrência por novas linhas de financiamento. (...) estratégias para que as frentes de luta voltadas para mobilizações sociais” e para a “assistência técnica” não se tornem itens secundários de sua agenda de prioridades. “Para tanto, deverão ser privilegiadas as frentes de acesso mais fácil, a exemplo de educação formação e de pesquisa-ação” (COUDEL, TONNEAU,  2010, p. 475).

Assim, por “mobilização” entendemos aqui a aptidão de uma dada comunidade em estimular a participação das diferentes categorias de cidadãos que a compõem, “a fim de determinar objetivos comuns e ações coletivas inovadoras, capazes de reforçar redes de comunicação interna e de concretizar uma governança eficiente, podendo favorecer a negociação de conflitos (JEAN, 2010, p. 64)”. Em casos práticos pode-se ainda observar a mobilização que acontece em rede ou verticalizada simultaneamente.

A mobilização em rede é a atuação de uma rede de instituições comunitárias em projetos inovadores, ligada à mobilização dos atores locais na participação política de maneira autônoma e espontânea. Esta acontece em Tonneau, Sabourin processos organizados a partir das necessidades e prioridades locais a serem atendidas pelas agências de apoio ou fomento da ação técnica de empreendedorismo social[4].

Esse limite da ação voluntarista e as questões desafiantes que levantam foram descritos por (2007), quando enfatizam as dificuldades de inventar um projeto territorial realmente inovador, permitindo que nos libertemos de três arquétipos considerados restritivos, sintetizando a seguir.

Modelos técnicos que atendem muitas pouco às exigências colocadas pelo enfoque de desenvolvimento territorial sustentável (...) modelos políticos (...) gestão integrada (...) modelos institucionais e financeiros (...) necessários às áreas marginalizadas (...) como inventar novas formas de gestão dos investimentos (...). O desafio consiste em mobiliar as organizações do território na pilotagem da formação, na tentativa de familiarizá-las como o novo modelo em construção, oportunizando assim a inserção social dos estudantes após o período de formação” (COUDEL, TONNEAU, 2010, p. 477).

Essa formação a partir dos atores locais possibilita a permanência no campo. Frente aos desafios é importante analisar a história do local e como funcionam as redes sociais dos atores envolvidos nos projetos. O que foi construído enquanto valor social e no que é possível avançar em projetos territoriais para o desenvolvimento sustentável.

Na tradição da cultura brasileira, observa-se que a construção simbólica dos atores e de ações de mobilização perpassa pela contradição da identidade de pertencimento ao grupo ou propósitos dos atores envolvidos.

No tempo e no espaço que a sociedade se organiza como tal em todos os aspectos, aquilo que parece natural, faz parte de uma construção cultural. Uma identidade que é dele, como uma pessoa, mas é também, fatalmente, a do grupo, através dele” (BRANDÃO, 1986, p. 42).

A cultura brasileira tem em seu tripé a matriz indígena, a européia e a africana. A resistência dos pretos mesmo que sem força, faz surgir ritmo e rituais, numa cultura brasileira de sincretismos “Todo brasileiro, mesmo o alvo, de cabelo louro, traz na alma e no corpo o samba, ou pelo menos a pinta do indígena e do negro” (FREYRE, 1957), de tradições africanas, indígenas e católicas.

Traduzem a miscigenação produzida a partir da senzala, transformam-se em valores dos indígenas descendentes, e afrodescendentes, como valores nacionais, compartilhados por toda a sociedade.  Uma interpretação da “democracia racial” como mito, no sentido antropológico: uma identidade almejada, uma meta a ser alcançada, um ideal.

Essa identidade construída com o tempo e no espaço, a língua e o solo que os identifica como legitimas daquele lugar. O espaço vivido é também um campo de representações simbólicas, conforme aponta Isnard (1982), rico em simbolismos que vão traduzir “em sinais visíveis não só o projeto vital de toda a sociedade, subsistir, proteger-se, sobreviver, mas também as suas aspirações, crenças, o mais íntimo de sua cultura”.” (CASTRO, 1995, p. 32 apud ISNARD, 1982, p. 71).

A cultura é como garantia de ser alguém, e mais que isso, a propagação do eu nos filhos, que vão garantir às pessoas de serem elas mesmas, com sua diversidade própria e sem igual da própria etnia, como diria Darcy Ribeiro, o índio como índio e o brasileiro como brasileiro e sua brasileiridade.

Para Darcy Ribeiro (2005), autor de uma obra considerável que oferece uma análise pormenorizada da formação do povo brasileiro a partir de suas origens plurais, (...) índios, negros, portugueses (...). Os brasileiros assumem agora sua mestiçagem a ponto de fazerem dela um motivo de orgulho (SACHS, 2007, p. 391).

Assumir-se enquanto brasileiro é garantia de uma identidade própria; como diz Darcy Ribeiro no documentário: “O Povo Brasileiro”. Neste sentido, Castro aborda a importância da língua e do solo em que se têm valores instituídos pelo Estado. A legitimação por parte das instituições é um dos legados do patrimonialismo do Estado Nacional Brasileiro.

Língua e solo, como valores da identidade da sociedade, foram assimilados pelos aparatos institucionais do Estado-nação e tornaram-se patrimônio comum da nacionalidade. Ambas são parte do cimento simbólico da solidariedade nacional e ajudam a legitimar socialmente o poder moral e o querer comum como o fundamento do poder político e o domínio do Estado, como instituição, sobre o território” (CASTRO, 2005, p. 107).

A nação brasileira é uma mistura que forma o que podemos chamar de híbrido, resultado da miscigenação de três matrizes, uma autóctone e duas matrizes externas ao território, entre essas duas, uma das matrizes vem livremente para as do Brasil e a outra vem de forma escrava.

Conhecemos essa nossa história, o que falta é reconhecer esse sincretismo cultural que envolve a todos a partir da cultura étnica da matriz africana, ameríndia e europeia.

Entender esse caldeirão cultural é entender o que é ser brasileiro, com diferentes influências culturais que formam um multiculturalismo próprio desse território nacional que reconhece o português como identidade nacional, mas um português sem igual. Brasileiro, crioulo, caboclo, sertanejo, indígena, entre outros.

O Multiculturalismo[5] rompe com a ideia de raça, do etnocentrismo[6]; introduz o conceito de etnia[7], mas também no campo político ideológico, o conceito do multiculturalismo é utilizado de maneiras diferentes.

(...) multiculturalismo crítico diferenciando-o do multiculturalismo conservador ou empresarial, do multiculturalismo humanista liberal e do multiculturalismo humanista liberal e do multiculturalismo liberal de esquerda”. Esses são, com certeza, rótulos tipicamente idealizados com o objetivo de servirem apenas como um recurso “heurístico”. Na realidade, as características de cada posição tendem a se misturar umas co às outras dentro do horizonte geral da vida social (MCLAREN, 1999, p. 110).

O autor desenvolve o papel do multiculturalismo crítico, a partir da perspectiva de uma abordagem de significado pós-estruturalista de resistência, e enfatizando o papel que a língua e a representação desempenham na construção de significado e identidade, rompendo com o grotesco[8] do colonizador.

Uma práxis multicultural crítica não rejeita simplesmente o decoro burguês que consignou o Outro imperializado ao domínio do grotesco, mas tenta efetivamente remapear o desejo ao lutar por uma cultura multivalenciada lingüisticamente e por novas estruturas de experiência nas quais os indivíduos recusam o papel do narrador onisciente e concebem a identidade como uma montagem polivalente de posições de sujeitos (contraditórias e sobredeterminadas).” (MCLAREN, 1999, p. 133 e 134).

Os sistemas de diferenças existentes que organizam a vida social em padrões de dominação e subordinação devem ser reconstruídos. O campo do conceito do multiculturalismo remete a uma abordagem com a opressão cultural e social como pano de fundo da discussão, compartilhadas por Michele Wallace & Peter Clarence.

Muitos eventos isolados no cenário cultural atual conspiram para (…) debates contemporâneos sobre “multiculturalismo” tanto no mundo da arte como na cultura mais ampla, (…) impacto das condições materiais atuais em um setor crescente da população. (…) sem-teto, desemprego, analfabetismo, criminalidade, doença (incluindo a AIDS), fome, miséria, vício em drogas, alcoolismo, bem como os vários hábitos de vida não saudável e a destruição do meio ambiente são (vamos encarar isto) a miríade dos efeitos sociais do capitalismo multinacional tardio (MCLAREN, 1999, p. 58).

No início do século XX, tivemos os modernistas na Semana de Arte Moderna, pensadores que marcaram nossa História, estudando a cultura Brasileira, que terão o papel de reinventar o país com suas diversidades culturais como nova cidadania nacional emergente.

os modernistas forneceram elementos para se fazer uma redefinição do nacionalismo, diferente de “pátria amada, salve, salve’”. Nacionalismo para eles foi trazer à cena o negro, o imigrante, o índio, o marginalizado” (GODOI, 2011, p. 66).

O nacionalismo emergente no Brasil é fortalecido pela língua portuguesa falada e escrita em todo território meridional. O processo de industrialização a partir de recursos Estatais implementa a urbanização no entorno da fábrica, o urbano de centros e periferias perpassando para fazê-lo viver no meio rural com a cultura chamada de coronelismo.

No caso de Da Matta, o fio condutor mesmo de sua reflexão já apontava para o desejo de surpreender a realidade brasileira por detrás de suas auto-imagens consagradas. Assim, em Carnavais, malandros e heróis (Da Matta, 1981), seu livro mais importante, essa tentativa é empreendida a partir do estudo do cotidiano brasileiro, no estudo dos seus rituais e modelos de ação, portanto, que é onde podemos reencontrar nossos malandros e nossos heróis.” (SOUZA, 2001).

O funcionamento da política no Brasil [9] é um dilema que precisamos enfrentar; esse enfrentamento à despolitização, à desmobilização. A mobilização, quando acontece, é a partir das elites. Tal situação deixa a sociedade estagnada, esperando por pacotes de governo e não continuísmos em planos eficazes de políticas Estatais.

A ideia de jogo, e quem ganha o jogo tem o poder, da mesma forma que um time de futebol. Quem perde a eleição, o rigor da lei, sábio são os que não entram nessa condição de dominação e dominado.

Os que ganham a eleição passam a serem semideuses que podem tudo e os endeusam como seus ídolos, em uma servidão voluntária, e sentimento de pertencimento ao time que ganhou o jogo, aceitando como verdade que sobrepõe a todos.

Esse personalismo que é herança ibérica como diria Sergio Buarque de Holanda no livro “Raízes do Brasil”, fala dessa cordialidade que os brasileiros nutrem, para garantir a renda nas relações de trabalho sendo ainda reproduzido nas relações do mundo rural.

As ideologias dominantes que invertem o sentido das coisas, despolitizando e fazendo com que se banalize a política com generalizações de que é tudo igual, todos são corruptos então tanto faz, permite que se centralize o poder nas mãos de uma elite, podemos dizer até nas mãos de algumas famílias das comunidades rurais e pequenos vilarejos.

As oligarquias agrárias passaram a mandar nas cidades brasileiras muito além do rural, do poder econômico, da mídia, da indústria cultural. A massificação das ideologias esconde a realidade, a partir de ideias conservadoras e elitistas, impedindo qualquer forma de possibilidade que não seja a dominante para entrar outras formas de multiculturais e ambientais.

Por isso tudo que se busca construir esbarra na cultura, cultura essa que é o que somos, mas muito mais o que querem que sejamos. Nossa opinião está contaminada com o modelo centralizador, dominador e que vem de cima.

Romper com essa situação para avançar em projetos alternativos pode ser uma ilusão onde podemos achar que estamos avançando e não saímos do lugar ou pior ainda, o retrocesso das tecnologias sociais.

Enxergar a realidade como ela realmente é, nua e crua, doa a quem doer, também é outro extremo da atuação, esse ativismo poderá retrair a participação de atores sociais.

Nem sempre o que se visualiza como solução para a comunidade é aceito como solução, e mesmo todos os nossos conceitos acadêmicos se tornam sem aplicação. O máximo que podemos é enxergar a realidade desvendando-a, e com essa visão poderemos acertar na ação que se busca conjuntamente.

A identidade cultural das populações autóctones rurais tem suas próprias formas de utilizarem a terra em que vivem, razão de estarem no território, podendo ser sua única possibilidade de sobrevivência, então precisando dar tudo de si. Se a natureza oferece pouco esforço, ou pouco recurso financeiro, tendência é sacrificar a floresta atlântica com uma visão de desbravadores.

Mas ao mesmo tempo em que os jovens e agricultores em sua condição de sobrevivência convivem com a necessidade de destruir, também vem situações extremas, como nos eventos sócio ambientais, que se precisa preservar.

Para a legitimação da mobilização ambiental é importante articular as prioridades elencadas nas demandas comunitárias rurais entre os agricultores, através de projetos de ação coletivos e a pesquisa participativa. Unindo-se a participação à mobilização social, é possível apostar no ser humano como sendo capaz de transformar-se e transformar os que estão envolvidos no propósito coletivo de sustentabilidade ambiental.

 

Conclusão

 

As comunidades buscam mecanismos de adaptação na tentativa de superação de crises econômicas, baseando-se principalmente em atividades econômicas apoiadas na agricultura familiar, extensiva e no artesanato com fibras naturais e turismo de base comunitária.

Um dos resultados encontrados foi à sensibilização da comunidade local frente à vulnerabilidade ambiental local à ocupação humana e além principalmente de se iniciar um processo de mobilização para o pacto comunitário em direção ao desenvolvimento territorial.

 

Bibliografias:

 

ASHOKA, A. Empreendedorismo Social Conceito < http://www.ashoka.org.br/visao/empreendedorismosocial/ > | Produzido por Camaracom movido a WordPress. 2010, Acesso 2011.

 

 

BARRETO, A. Gênero e Diversidade na Escola: Formação de Professores/E.M Gênero, Orientação Sexual e Relações étnico-Raciais. Livro de Conteúdo. Versão 2099 – Rio de Janeiro: CEPESC; Brasília: SPM, 2009.

 

 

BRANDÃO, C. R. Identidade e etnia. Brasília: Editora brasiliense, 1986.

 

 

CASTRO, I. E. Geografia: Conceitos e temas. Rio de Janeiro: Bertrand, Brasil, 1995.

 

 

______________, Geografia e política: território, escalas de ação e instituições. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005.

 

 

FREYRE, G. Casa grande e senzala. São Paulo: Nacional e Edusp, 1957.

 

 

GODOI, M. Dicionário da Língua portuguesa. São Paulo: Ed. Estampa, 2011.

 

 

JACOBI, P. R. Movimento ambientalista no Brasil. Representação social e complexidade da articulação de práticas coletivas. São Paulo: Ed. EDUP, 2003.

 

 

JEAN, B. Do desenvolvimento regional ao desenvolvimento territorial sustentável: rumo a um desenvolvimento Territorial solidário para um bom desenvolvimento dos territórios rurais, In: VIEIRA, P. F. Desenvolvimento territorial sustentável no Brasil. Florianópolis: APED/Secco, 2010.

 

 

MCLAREN, P. Multiculturalismo. São Paulo: Cortez, 1999.

 

 

MICHAELIS. Dicionário prático da língua portuguesa. São Paulo: Melhoramentos, 2009.

 

 

SACHS, I., (Org.) Rumo à Ecossocioeconomia Teoria e prática do desenvolvimento, Paulo Freire Viera, São Paulo: Editora Cortez, 2007.

 

 

SILVA, B. Dicionário de Ciências Sociais. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 1986.

 

 

SOUZA, J. A modernização seletiva Uma reinterpretação do dilema brasileiro – Brasília : Ed. Universidade de Brasília, 2000.

 

 

_____________, Revista Brasileira de Ciências Sociais, Rev. bras. Ci. Soc. vol.16 no. 45 São Paulo Fev. 2001.

 

 

TOMAZI, N. D. Sociologia para o Ensino Médio. Atual Editora São Paulo, 2007.

 

 

TONNEAU, J. P., Desenvolvimento territorial sustentável no Brasil: subsídios para uma política de fomento. Florianópolis: APED: Secco, 2010.



[1]Osni Valfredo Wagner, 2013 Em Debat: Rev., ISSNe 1980-3532, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.Em Debat: Rev., ISSNe 1980-3532, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.
 
[2]Mobilização: “Mobilização (Movilización) Pode-se fazer referência ao termo mobilização nos planos político e social, (...) a mobilização social comporta a incorporação de indivíduos, grupos ou classes sociais a um movimento social. A diferença entre movimento social e mobilização social torna-se então bem clara. A mobilização é fator integrante do movimento social, consistindo da ação social que os quadros e as massas correspondentes levarão a cabo, tanto para realizar imediatamente o seu programa, como para aumentar gradualmente as bases do poder” (...) fala-se também de mobilização política para a incorporação das massas nos processos de consulta da sociedade política, (...) (SILVA, 1986, p. 771).
[3]RMA: Rede Mobilização Ambiental, refere-se a projetos internacionais (JACOBI, 2003).
 
[4] Empreendedorismo social: O termo Empreendedor Social foi cunhado por Bill Drayton – Fundador e Presidente da Ashoka – ao perceber a existência de indivíduos que combinam pragmatismo, compromisso com resultados e visão de futuro para realizar profundas transformações sociais (ASHOKA, 2011).
[5]Multiculturalismo: (multicultural + ismo) sinônimo Prática de acomodar qualquer número de culturas distintas, numa única sociedade, sem preconceito ou discriminação (MICHAELIS, 2009 p. 606).
[6]Etnocentrismo: Termo forjado pela antropologia para descrever o sentimento genérico das pessoas que preferem o modo de vida do seu próprio grupo social ou cultural ao de outros. O termo, em princípio, não descreve necessariamente atitudes negativas em relação aos outros, mas uma visão de mundo na qual o centro de todos os valores é o próprio grupo a que o individuo pertence. Porém, como a partir desta perspectiva todos os outros grupos ou as atitudes individuais são avaliados tendo em vista os valores do seu próprio grupo, isto pode gerar posições ou ações de intolerância (BARRETO, 2009, p.197).
[7]Etnia: Refere-se à classificação de um povo ou de uma população de acordo com sua organização social e cultural, caracterizadas por particulares modos de vida (BARRETO, 2009, p. 204).
[8]Grotesco: (ê) (ital grottesco) adjetivo Caricato, ridículo. Que provoca risos (MICHAELIS, 2009 p. 431).
[9] Política no Brasil: “ANTIGAMENTE, lá em Minas, a política era coisa séria. Havia dois partidos com nome registrado, programa de governo e tudo mais. Mas não era isso que entusiasmava os eleitores. Eles não sabiam direito o nome do seu partido nem se interessavam pelo programa de governo. O que fazia o sangue ferver era o nome do bicho e correlatos por que seu partido era conhecido. (…) Naqueles tempos o entusiasmo não vinha nem da ideologia nem do caráter dos coronéis. O que fazia o sangue ferver era o símbolo: “Eu sou Rato”, Eu sou Queijo”. Corria o boato de que coronel Sigismundo, fazendeiro, chefe dos "Ratos", usava jagunços para matar seus desafetos. Não surtia efeito. Era mentira deslavada dos "Queijos". Corria o boato de que o doutor Alberto, médico rico, chefe dos "Queijos", praticava a agiotagem. Mentira deslavada dos "Ratos". Os chefões, na cabeça dos eleitores, eram semideuses, padrinhos, sempre inocentes. O que dava o entusiasmo era o campeonato. Quem ganharia? Os "Ratos" ou os "Queijos"? Quem ganhasse a eleição seria o campeão, dono do poder, nomeações dos afilhados, até a próxima (...) Mais de oitenta anos se passaram. Os nomes são outros. Mas nada mudou. Política é a mesma paixão pelo futebol decidindo o destino do país. Os torcedores se preparam para a finalíssima entre os “Ratos” e os “Queijos”. É como era na cidadezinha de Dores da Boa Esperança, onde nasci 73 anos atrás (...) (TOMAZI, 2007, p. 128 apud ALVES, 2006, p. C2).

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