domingo, 22 de dezembro de 2013

Estudo do Ribeirão da Velha: Numa perspectiva Interdisciplinar


V Congresso Ibero-americano de Educação Ambiental

Data de inscrição do trabalho: 17/02/2006 às 15:05

Resumo expandido (Categoria):

Educação Ambiental e Comunidade (populações tradicionais, comunidades indígenas, populações urbanas, populações rurais, populações de baixa renda, cultura, gênero, juventude, sindicatos, ecoturismo etc.) 

 

Perfil, o trabalho é produto de:

Relato de intervenção/experimentação 

 

Título:

Estudo do Ribeirão da Velha: Numa perspectiva Interdisciplinar

 

Autores:

Osni Valfredo Wagner

Almiria Beckhauser De Barros

Everson Bohr e Patrícia Shappo

Marilu Antunes da Silva

 

Instituição: Escola de Educação Basica Hercilio DeeKe

Financiamento:  FAPESC

 

1-Introdução:

A elaboração do Projeto sob a perspectiva interdisciplinar já aconteceu no final do ano de 2003, com posterior encaminhamento e aprovação pelo FUNCITEC.

No inicio do ano de 2004 foram contratados os alunos bolsistas e estagiários Everson Bohr, Patrícia Schappo, para a realização das atividades práticas sob a orientação dos professores orientadores e Coordenação da Professora Almiria, do Projeto conforme mencionados no cronograma inicial.

No inicio do mês de março, assim que estavam definidos os estagiários foram organizadas reuniões informais para retomada do projeto, encaminhamento, organização das tarefas e orientações teóricas-metodológicas para efetivação dos trabalhos.A revisão bibliográfica sobre flora, fauna, vazão e histórico da ocupação humana em torno do Ribeirão da Velha Central e seus Afluentes, Constou como primeira atividade.A delimitação do estudo em relação ao espaço geográfico foi necessária uma vez que foi realializado um estudo com maior precisão possível, porém sem perder a contextualização com situações semelhantes numa perspectiva mais ampla interdisciplinar.

 

4-Metodologia:

Esta pesquisa foi a primeira iniciação cientifica dos estudantes do Ensino Médio da Escola de Educação Básica Hercílio Deeke de maneira interdisciplinar com financiamento externo do Funcitec. O objetivo geral do projeto em nosso estudo foi focar o Ribeirão da Velha, com pesquisa aplicada, bibliográficas e documentais. As atividades dos Bolsistas foram divididas de acordo com as disciplinas envolvidas. A História Oral, Cartografia, vazão da Água, Geografia, Flora e Fauna na Biologia, Avaliação do Nível de Preservação e Nascentes dos Contribuintes do Ribeirão da Velha foram eixos investigados. Como metodologia usou-se: a delimitação do estudo em relação ao espaço geográfico, porém sem perder a contextualização com situações semelhantes numa perspectiva mais ampla com a aplicação de questionários fechados foram investigados os temas específicos do projeto. A população do entorno do rio foi entrevista e dou material histórico sobre o mesmo, foi elaborado uma pesquisa ação com o cruzamento de informações para as três áreas do conhecimento envolvidas

 

5-Desenvolvimento:

A disponibilidade de água para o consumo humano, de animais e a agricultura é, hoje, um recurso escasso em muitos países e causa de guerra entre povos. A ocupação urbana desordenada, sem nenhum planejamento, construindo em áreas preservação permanente, em áreas de risco, como encostas e margens de rios, a população das águas e dos mananciais promove a deteorização das águas e dos mananciais promovendo a deterioração dos ecossistemas locais (Martine, 1993). A biodiversidade é “um recurso e propriedade comunitária quando existem sistemas sociais que o utilizam segundo princípios de justiça e sustenta-bilidade” (Shiva, 2001: 92). Nesta perspectiva, a natureza “deve ser vista em seu conjunto como a ‘herança da humanidade’ que precisa ser mantida e manejada para garantir a qualidade de vida para hoje e para o futuro”(Gonçalves Pomar, 2000: 30). Através da modernização do sistema produtivo da grande região Amazônica, “o Brasil e outros países tropicais têm todas as condições de se tor-narem exportadores da sustentabilidade, transformando o desafio ambiental em oportunidade” (Sachs, 2002: 42).

2-HISTÓRICO DO BAIRRO DA VELHA: O Bairro da Velha pouco se desenvolveu nos primeiros anos de colonização, visto que estes lotes eram propriedade particular do Dr. Blumenau.A região ficou conhecida por Velha, cujo nome remonta a 1838, por existir uma “velhota” (uma senhora de idade bastante avançada) morando às margens do ribeirão. Outra versão diz que havia uma família de cognome Velha, antes da criação da Colônia Dr. Blumenau, mas a primeira versão é mais usada.

“Em meio a numerosas propriedades, cada uma delas pelo menos quatro morgons de extensão, existe uma área consideravelmente grande que ainda permanece intocada, porque seu proprietário não permite divide-la ou vende-la. É na região do rio Velha, onde um riozinho emerge da mata virgem e alcança a luz do dia com a mesma expressão que tinha quando os primeiros imigrantes o avistaram e significativamente denominaram ”Velha”. (STUTZER, p-35).O Ribeirão Velho já constava no mapa da Colônia Dr. Blumenau desde 1864. As terras foram compradas pelo Dr. Blumenau que posteriormente as vendeu a Gustavo Stutzer, em 1879, quando começou a ser ocupada. O nome Velho Central denominado, por ser área central de caçar.

3-Aspectos Físicos do Bairro da Velha

O Bairro da Velha está localizado na margem direita do Rio Itajaí-Açu e região Oeste de Blumenau, tendo como limites, ao Norte, os bairros Passo Manso, Asilo, Vila Nova e Salto Weissbach; ao Sul, área rural; no Leste, os bairros Bom Retiro e Petrópolis e ao Oeste, área rural. Possui 21,9 Km 2 de superfície. Na região sul encontramos morros isolados, localizados em terrenos ondulados e com vegetação exuberante, apresentando-se alta e ombrólia, em virtude da cobertura arbórea, muito densa e fechada. O bairro é cortado pelo Ribeirão da Velha, que começa no município de Indaial, e seus afluentes: Velha Central, Ribeirão do Cego, do Gato e Córrego Jararaca. Possui uma região sul montanhosa, com alturas acima de 300m, localizada no planalto. A maior parte é ondulada e relativamente plana, com pequenos morros, com alturas acima de 100 metros. Das 544 ruas existentes, 69 são atingidas por enchentes, ou seja, 12,68% das ruas. O bairro da Velha possuía de acordo com o Censo realizado em 2000, cerca de 40 mil habitantes, com uma taxa de crescimento vegetativo de 3,2% ao ano. São 13.418 residências.Na área urbana em mata ciliar, ou nas encostas de morros ou nas áreas protegidas por lei municipal, encontram-se animais, cada qual em seu habitat. Podemos citar entre eles Hidrochaeris hidrochaeris (capivara), Dasyprocta azarae (cutia), Didelphis sp (gambá), Alovatta fusca (bugios), Vanellus chilensis (quero-queros)

 

Considerações Finais:

6.Resultados observações sobre a pesquisa

Segundo os entrevistadores, os entrevistados não tem tempo, isto mostra uma certa desconfiança, outro problema e o da língua alemã com as pessoas de idade avançada. Experiências: Saber sobre o passado para poder compara-lo com o agora. Experiências: Saber sobre o passado para poder compara-lo com o agora, os alunos aprenderam abordar, comunicar-se e desinibir-se, conheceram o bairro e o sistema antigo. Transformações: Não é possível retornar, e conforme registro in loco a tendência é piorar. Deve-se então buscar alternativas e conscientizar a população. Proposições: Destacam-se, porém algumas medidas de prevenção: Conscientizar as pessoas; Buscar alternativas de desenvolvimento sustentável; Fazer uso de propaganda do tipo: produtos sem agrotóxicos; Habitações que tenham utensílios que não agridam a natureza; Exigir apoio das autoridades, para que tenham providencias como, saneamento básico; O que fazer? Organizar-se, começar um trabalho de conscientização e proteção do meio ambiente. Não há conhecimento da legislação sobre a ocupação.

 

7- Bibliografia:

Cartilha IBASE –Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas -2000.

Especial/Caos/Grupo Estado - http.//www.zip.net/cgi/buscador?kw-caos

JUNQUEIRA, Eduardo, Revista Veja, 16 de agosto de 1995.

MERICO, Luiz Fernando Kriger, Indicador Ambientais para Blumenau: Avaliação do índice de Sustentabilidade para Blumenau (ISB) do ano de 1998.

MOREIRA, IGOR, O Espaço Geográfico – Geografia Geral do Brasil, Ed. Ática, 2002.

KLEIN, Roberto Miguel, Síntese Fitogeográfica do Estado de Santa Catarina. 1976), (IPPUB:Blumenau Perfil 1996).

PEDRINI, Alexandre de Gusmão (org.). Educação Ambiental: reflexões e práticas contemporâneas Petrópolis/RJ Vozes 1997

TINTI, (2000), Gênero, família e migração Ed. FURB.

STUTZER, Therese (1841 / 1916) Marie Luise / Therese Stutzer; organização, tradução e introdução: Valburga Huber. Blumenau: Cultura em Movimento, 2002.

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