V Congresso Ibero-americano
de Educação Ambiental
Data de inscrição do
trabalho: 17/02/2006 às 15:05
Resumo expandido
(Categoria):
Educação Ambiental e
Comunidade (populações tradicionais, comunidades indígenas, populações urbanas,
populações rurais, populações de baixa renda, cultura, gênero, juventude,
sindicatos, ecoturismo etc.)
Perfil, o trabalho é produto
de:
Relato de
intervenção/experimentação
Título:
Estudo do Ribeirão da Velha:
Numa perspectiva Interdisciplinar
Autores:
Osni Valfredo Wagner
Almiria Beckhauser De Barros
Everson Bohr e Patrícia
Shappo
Marilu Antunes da Silva
Instituição: Escola de
Educação Basica Hercilio DeeKe
Financiamento: FAPESC
1-Introdução:
A elaboração do Projeto sob
a perspectiva interdisciplinar já aconteceu no final do ano de 2003, com
posterior encaminhamento e aprovação pelo FUNCITEC.
No inicio do ano de 2004
foram contratados os alunos bolsistas e estagiários Everson Bohr, Patrícia
Schappo, para a realização das atividades práticas sob a orientação dos
professores orientadores e Coordenação da Professora Almiria, do Projeto
conforme mencionados no cronograma inicial.
No inicio do mês de março,
assim que estavam definidos os estagiários foram organizadas reuniões informais
para retomada do projeto, encaminhamento, organização das tarefas e orientações
teóricas-metodológicas para efetivação dos trabalhos.A revisão bibliográfica
sobre flora, fauna, vazão e histórico da ocupação humana em torno do Ribeirão
da Velha Central e seus Afluentes, Constou como primeira atividade.A
delimitação do estudo em relação ao espaço geográfico foi necessária uma vez
que foi realializado um estudo com maior precisão possível, porém sem perder a
contextualização com situações semelhantes numa perspectiva mais ampla interdisciplinar.
4-Metodologia:
Esta pesquisa foi a primeira
iniciação cientifica dos estudantes do Ensino Médio da Escola de Educação
Básica Hercílio Deeke de maneira interdisciplinar com financiamento externo do
Funcitec. O objetivo geral do projeto em nosso estudo foi focar o Ribeirão da
Velha, com pesquisa aplicada, bibliográficas e documentais. As atividades dos
Bolsistas foram divididas de acordo com as disciplinas envolvidas. A História
Oral, Cartografia, vazão da Água, Geografia, Flora e Fauna na Biologia,
Avaliação do Nível de Preservação e Nascentes dos Contribuintes do Ribeirão da
Velha foram eixos investigados. Como metodologia usou-se: a delimitação do
estudo em relação ao espaço geográfico, porém sem perder a contextualização com
situações semelhantes numa perspectiva mais ampla com a aplicação de
questionários fechados foram investigados os temas específicos do projeto. A
população do entorno do rio foi entrevista e dou material histórico sobre o
mesmo, foi elaborado uma pesquisa ação com o cruzamento de informações para as
três áreas do conhecimento envolvidas
5-Desenvolvimento:
A disponibilidade de água
para o consumo humano, de animais e a agricultura é, hoje, um recurso escasso
em muitos países e causa de guerra entre povos. A ocupação urbana desordenada,
sem nenhum planejamento, construindo em áreas preservação permanente, em áreas
de risco, como encostas e margens de rios, a população das águas e dos
mananciais promove a deteorização das águas e dos mananciais promovendo a
deterioração dos ecossistemas locais (Martine, 1993). A biodiversidade é “um
recurso e propriedade comunitária quando existem sistemas sociais que o
utilizam segundo princípios de justiça e sustenta-bilidade” (Shiva, 2001: 92).
Nesta perspectiva, a natureza “deve ser vista em seu conjunto como a ‘herança
da humanidade’ que precisa ser mantida e manejada para garantir a qualidade de
vida para hoje e para o futuro”(Gonçalves Pomar, 2000: 30). Através da
modernização do sistema produtivo da grande região Amazônica, “o Brasil e
outros países tropicais têm todas as condições de se tor-narem exportadores da
sustentabilidade, transformando o desafio ambiental em oportunidade” (Sachs,
2002: 42).
2-HISTÓRICO DO BAIRRO DA
VELHA: O Bairro da Velha pouco se desenvolveu nos primeiros anos de
colonização, visto que estes lotes eram propriedade particular do Dr.
Blumenau.A região ficou conhecida por Velha, cujo nome remonta a 1838, por
existir uma “velhota” (uma senhora de idade bastante avançada) morando às
margens do ribeirão. Outra versão diz que havia uma família de cognome Velha,
antes da criação da Colônia Dr. Blumenau, mas a primeira versão é mais usada.
“Em meio a numerosas
propriedades, cada uma delas pelo menos quatro morgons de extensão, existe uma
área consideravelmente grande que ainda permanece intocada, porque seu
proprietário não permite divide-la ou vende-la. É na região do rio Velha, onde
um riozinho emerge da mata virgem e alcança a luz do dia com a mesma expressão
que tinha quando os primeiros imigrantes o avistaram e significativamente
denominaram ”Velha”. (STUTZER, p-35).O Ribeirão Velho já constava no mapa da
Colônia Dr. Blumenau desde 1864. As terras foram compradas pelo Dr. Blumenau
que posteriormente as vendeu a Gustavo Stutzer, em 1879, quando começou a ser ocupada.
O nome Velho Central denominado, por ser área central de caçar.
3-Aspectos Físicos do Bairro
da Velha
O Bairro da Velha está
localizado na margem direita do Rio Itajaí-Açu e região Oeste de Blumenau,
tendo como limites, ao Norte, os bairros Passo Manso, Asilo, Vila Nova e Salto
Weissbach; ao Sul, área rural; no Leste, os bairros Bom Retiro e Petrópolis e
ao Oeste, área rural. Possui 21,9 Km 2 de superfície. Na região sul encontramos
morros isolados, localizados em terrenos ondulados e com vegetação exuberante,
apresentando-se alta e ombrólia, em virtude da cobertura arbórea, muito densa e
fechada. O bairro é cortado pelo Ribeirão da Velha, que começa no município de
Indaial, e seus afluentes: Velha Central, Ribeirão do Cego, do Gato e Córrego
Jararaca. Possui uma região sul montanhosa, com alturas acima de 300m,
localizada no planalto. A maior parte é ondulada e relativamente plana, com
pequenos morros, com alturas acima de 100 metros. Das 544 ruas existentes, 69
são atingidas por enchentes, ou seja, 12,68% das ruas. O bairro da Velha
possuía de acordo com o Censo realizado em 2000, cerca de 40 mil habitantes,
com uma taxa de crescimento vegetativo de 3,2% ao ano. São 13.418
residências.Na área urbana em mata ciliar, ou nas encostas de morros ou nas
áreas protegidas por lei municipal, encontram-se animais, cada qual em seu
habitat. Podemos citar entre eles Hidrochaeris hidrochaeris (capivara),
Dasyprocta azarae (cutia), Didelphis sp (gambá), Alovatta fusca (bugios),
Vanellus chilensis (quero-queros)
Considerações Finais:
6.Resultados observações
sobre a pesquisa
Segundo os entrevistadores,
os entrevistados não tem tempo, isto mostra uma certa desconfiança, outro
problema e o da língua alemã com as pessoas de idade avançada. Experiências:
Saber sobre o passado para poder compara-lo com o agora. Experiências: Saber
sobre o passado para poder compara-lo com o agora, os alunos aprenderam
abordar, comunicar-se e desinibir-se, conheceram o bairro e o sistema antigo.
Transformações: Não é possível retornar, e conforme registro in loco a
tendência é piorar. Deve-se então buscar alternativas e conscientizar a
população. Proposições: Destacam-se, porém algumas medidas de prevenção:
Conscientizar as pessoas; Buscar alternativas de desenvolvimento sustentável;
Fazer uso de propaganda do tipo: produtos sem agrotóxicos; Habitações que
tenham utensílios que não agridam a natureza; Exigir apoio das autoridades,
para que tenham providencias como, saneamento básico; O que fazer?
Organizar-se, começar um trabalho de conscientização e proteção do meio
ambiente. Não há conhecimento da legislação sobre a ocupação.
7- Bibliografia:
Cartilha IBASE –Instituto
Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas -2000.
Especial/Caos/Grupo Estado -
http.//www.zip.net/cgi/buscador?kw-caos
JUNQUEIRA, Eduardo, Revista
Veja, 16 de agosto de 1995.
MERICO, Luiz Fernando
Kriger, Indicador Ambientais para Blumenau: Avaliação do índice de
Sustentabilidade para Blumenau (ISB) do ano de 1998.
MOREIRA, IGOR, O Espaço
Geográfico – Geografia Geral do Brasil, Ed. Ática, 2002.
KLEIN, Roberto Miguel,
Síntese Fitogeográfica do Estado de Santa Catarina. 1976), (IPPUB:Blumenau
Perfil 1996).
PEDRINI, Alexandre de Gusmão
(org.). Educação Ambiental: reflexões e práticas contemporâneas Petrópolis/RJ
Vozes 1997
TINTI, (2000), Gênero,
família e migração Ed. FURB.
STUTZER, Therese (1841 /
1916) Marie Luise / Therese Stutzer; organização, tradução e introdução:
Valburga Huber. Blumenau: Cultura em Movimento, 2002.
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