Maurício Tragtenberg
O anarquismo de Maurício
Tragtenberg é um caso singular, pois não se alinha diretamente com nenhuma
dessas tendências. É possível notar críticas à Bakunin (Tragtenberg, 1986b) e
uma certa simpatia por Kropotkin, pois é a partir do seu pensamento que
Tragtenberg (1987:7) faz sua definição de anarquismo: uma sociedade que não está
submetida a nenhuma autoridade vertical e em que as associações voluntárias
interligadas substituem o Estado na tarefa de articular as partes da totalidade
social.
Sociedade basicamente fundada na so lidariedade, na qual esta é obtida
por acordo entre os diversos grupos sociais, territoriais e profissionais
livremente estabelecidos no âmbito da produção e do consumo social.
Teríamos
assim uma rede entrelaçada de uma infinita variedade de grupos e federações
locais, regionais, nacionais e internacionais, voltada para os mais diversos
objetivos (produção, consumo e troca, comunicações, serviços sanitários,
educação, proteção mútua) e necessidades (científicas, artísticas, literárias,
de relacionamento social).
Fonte:
PAULA, Ana Paula Paes de, Maurício Tragtenberg: contribuições de um
marxista anarquizante para os estudos organizacionais críticos, RAP — RIO
DE JANEIRO 42(5):949-68, SET./OUT. 2008.
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