
A despolitização se faz a partir da centralidade das decisões e impedindo qualquer crítica ao que o comando central dita como verdade. A impossibilidade de se fazer a crítica da real política faz com que se tenha uma falsa ideia do que se está fazendo, prevalecendo as ideologias propagandeadas.
Questões internas são resolvidas a portas fechadas e questões externas com táticas de guerra, para destruir qualquer crítica se faz o jogo da politicagem, sorrateira de puxar o tapete do adversário. Ai fica visível o vale tudo pelo poder, a velha máxima de que se conhece uma pessoa a partir do momento que se dá poder para ela.
O risco de se fazer só política de ataque a inimigos comuns e deixar de se fazer uma avaliação crítica das próprias práticas é de que ao utilizar as mesmas táticas dos adversários e que em vez de se estar construindo algo novo na realidade se está fazendo a mesma coisa que se diz estar querendo mudar.
A despolitização então consiste nisso, uma máxima valorização na crítica externa e na impossibilidade de se fazer uma crítica interna. Essa politização acaba servindo para o capital nacional e internacional, que em determinado momento financia os representantes do povo em processos eleitorais.
A crítica como dogma uma verdade sobre uma sociedade possibilita essa cegueira de estar dizendo uma coisa e fazendo outra. A utilização de um discurso estratégico como apenas uma tática.
A manipulação de interesses, desejos, vontades, necessidades e sonhos utópicos como um ideal. Contribui para o mascaramento da real política que uma instituição esteja fazendo perante a sociedade.

Karl Marx nos abre um
caminho para desvendar essa realidade a partir da práxis. A analise crítica do
que se diz e o que se faz, essa analise a partir do método dialético nos
possibilita entender as contradições da sociedade.

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