segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

IMPUNIDADE


O problema não é o projeto, na prática o problema é que a impunidade é que possibilita a ação de foras da Lei! Apenas foi deslocado o território e ficou visível neste espaço que passou a ser um lugar do tráfico infelizmente. As soluções para atingidos terão que estar sendo em prédios, a verticalização habitacional é a garantia de moradias.
Fonte: http://www.oblumenauense.com.br/os-moradores-do-condominio-morada-das-nascentes-no-progresso-vivem-um-verdadeiro-inferno/

CHOQUE DE GESTÃO?


O que se pode observar ao não responder as perguntas do Movimento estudantil e operário é que de fato o governo de Napoleão ignora a população e em suas respostas ele enrola muito em suas mídias colaborativas de um governo do capital e é nisso que se consiste o continuísmo do atual com os outros governos.




MOVIMENTO ESTUTANTIL E OPERÁRIO – MEO

Entrevista: Napoleão Bernardes

Estas perguntas e respostas serão publicados no http://movimentooperarioestudantil.blogspot.com.br e divulgados pelo facebook.

MEO ao perguntar: O que excelentíssimo prefeito Napoleão Bernardes, passado um ano de governo nos diz hoje sobre o que apresentou durante a eleição de 2012, o que mudou da campanha eleitoral e as possibilidades da governabilidade?

Verifiquei que os conselhos na maioria a Lei Municipal tem a prerrogativa de DELIBERATIVOS, pergunto o que se está sendo feito para que os conselhos funcionem, qual o fomento de apoio logístico que esses conselhos estão recebendo para que exista o controle social feita pela sociedade civil?
 Na qualidade de cidadão de Blumenau todos estão se perguntando o que aconteceu cadê o choque de gestão que o candidato Napoleão Bernardes tanto falava durante a eleição?
O que é esse choque de gestão que o candidato a prefeito de Blumenau defendia, o que já foi feito e o que ainda é possível fazer?
 
 Como colocar em prática esse choque de gestão, o que tem a ver com esse choque de gestão com os aumentos de tarifa do transporte coletivo, taxa do lixo, IPTU etc?


Observação: O prefeito não respondeu essas perguntas que o Movimento estudantil e operário fez, mas podemos analisar essas respostas deste site: http://www.jornaldeblumenau.com.br/index.php?modulo=noticias&caderno=politica&noticia=03374-napoleao-apresenta-avaliacao-do-primeiro-ano-de-mandato
 
Balanço- Publicado em 19/12/2013 07:00:00

Napoleão apresenta avaliação do primeiro ano de mandato

Prefeito destacou a transparência, moralidade e gestão eficiente de seu governo

 


O Jornal de Blumenau solicitou ao prefeito Napoleão Bernardes uma avaliação por escrito de seu primeiro ano no Governo Municipal.
O prefeito listou 14 itens que levam em conta as principais virtudes do primeiro ano de mandato como a legalidade, transparência, moralidade e gestão eficiente. Napoleão ainda destacou a necessidade de se ter coragem para patrocinar medidas impopulares em prol da comunidade e receber críticas da oposição.
O prefeito mencionou a questão do PPA relacionada ao funcionalismo e enumerou a eocnomia de quase R$ 3 milhões nos gastos administrativos.
O JB também pediu uma avaliação semelhante ao vereador Jefferson Forest, líder da bancada do PT, que fez um balanço negativo do Governo Napoleão. Confira AQUI.
A avaliação também foi solicitada ao Presidente da Câmara Municipal, Vanderlei de Oliveira, sobre seu primeiro ano à frente da Casa. Leia AQUI.
Confira, na íntegra, a avaliação do prefeito Napoleão Bernardes:
Nosso Governo se baliza pelos princípios éticos que a população quer ver nos políticos: legalidade, transparência, moralidade, respeito às pessoas e ao dinheiro público (gestão eficiente). Por esta razão, às vezes temos que tomar decisões para fazer o certo, aquilo que é justo, que é melhor para a comunidade – e, claro, somos criticados pela oposição.
Para fazer o certo na administração pública, precisamos ter coragem para, às vezes, patrocinar medidas impopulares. Nosso governo não joga para a plateia, não busca o aplauso fácil. Fazemos aquilo que deve ser feito para o bem de Blumenau para que no final do mandato as pessoas possam fazer o julgamento de nossa gestão.
 
 
 

Nossas principais virtudes neste primeiro ano de mandato:
  1. Seriedade: Perseguimos com afinco os princípios éticos que norteiam a atual gestão. Não tomamos decisões politiqueiras que, depois, viriam a comprometer a administração pública. O dinheiro público é de todos e não há margem para devaneios ou ações irresponsáveis.
     
  2. Transparência: Devo ressaltar que a transparência de nosso governo está visível em várias ações, entre elas a transmissão ao vivo on line das reuniões de licitações, a fila única para vagas em creches e o programa de mutirão de calçamento de ruas.

    Em todos eles o cidadão pode acompanhar on line a situação de seu interesse, acabando com privilégios ou “jeitinhos”. Também implantamos rastreadores em 100% da frota municipal, inclusive em veículos locados, e a comunidade pode saber onde e quando os veículos estão trabalhando. Há, ainda, muitas outras ações neste sentido.
     
  3. Economia: Temos muitos exemplos de gestão eficiente neste início de governo. Até porque é necessário colocar a casa em ordem para poder fazer mais com menos. Podemos começar com a revisão dos contratos das obras capitaneadas pela Secretaria de Obras.

    Só ali conseguimos economizar dinheiro do cidadão, do contribuinte blumenauense, a ponto de efetuar obras e melhorias com os valores desta revisão, caso rotatória da “rua da Coca Cola”, estimada em R$ 200 mil, ou da ampliação da largura da pavimentação das ruas Gustavo Zimmermann e Jacob Ineichen, permitindo inclusão de ciclovias ou ciclofaixas.

    Estamos incentivando a realização das concorrências públicas pelo modelo de pregão. Esta mudança está acirrando a concorrência entre aquelas empresas que querem prestar serviço para a Prefeitura de Blumenau e os preços acabam caindo, acabamos pagando mais barato.

    Mais uma vez, respeito ao dinheiro do contribuinte e economia para que recursos possam ser aplicados em ações que beneficiem a população. Em termos de respeito ao dinheiro público e economia, aliás, temos sido muito exigentes. Nestes primeiros onze meses de governo economizamos R$ 179 mil somente em água e energia no prédio central da Prefeitura, em comparação ao ano passado. Reduzimos em 13.896 mil litros o uso de combustível, economizando mais R$ 27.636,00.

    Até o mês de novembro, a redução no uso da telefonia móvel, gerou uma economia de R$ 74.249,56. Determinações simples como utilizar melhor os serviços da oficina da prefeitura terceirizando somente aquilo que é realmente necessário resultaram numa economia de R$ 946.808,83 – quase R$ 1 milhão.

    Economizamos no seguro da frota, captamos recursos com leilões de bens inservíveis, tudo isto gerou uma economia de R$ 1.702.375,93.

    Quase R$ 2 milhões do dinheiro do contribuinte economizados em pequenas ações diárias, pela determinação desta administração de fazer a coisa certa, não desperdiçar, respeitar o erário. Também nesta linha há muitos outros exemplos, como a readequação do enquadramento da Prefeitura como unidade consumidora da Celesc.

    Apenas atentar para este detalhe, fez com que economizássemos mais de um R$ 1 milhão em energia elétrica este ano. São tantos os exemplos que o espaço ficaria pequeno. E o melhor é que tudo isto está sendo e será revertido em obras para a comunidade.
     
  4. Cobrança do Cumprimento de contratos: Estamos implementando a cultura de respeito aos contratos públicos, porque isto representa respeito ao dinheiro do contribuinte. A fiscalização e cumprimento dos contratos, por exemplo: tanto junto à Foz do Brasil, com a recusa de 257 ruas repavimentadas por causa do esgoto e que não estavam em condições de uso pela comunidade, quanto à multa de R$ 20 milhões ao Consórcio Siga pelo descumprimento de várias cláusulas contratuais.

    Fazemos isto em respeito ao cidadão que paga impostos e é mais um grande exemplo de gestão eficiente.
     
  5. Melhoria de Serviços: Com alterações pontuais, nossa administração fez cair de 45 dias para 48 horas o tempo de consulta de viabilidade para abertura de empresas.

    O tempo médio de espera na fila para atendimento na Praça do Cidadão, onde o contribuinte procura boa parte dos serviços burocráticos municipais, caiu de 6 minutos para apenas 1 minuto.

    Estamos oi tempo todo trabalhando para melhorar os serviços e a vida do cidadão blumenauense. Esses exemplos também se encaixam na gestão eficiente.
     
  6. Grandes obras em andamento: Há obras que tivemos que usar de criatividade para garantir sua continuidade, caso da Ponte do Badenfurt, onde garantimos os R$ 10 milhões necessários para que a obra não parasse.

    Há outras obras em andamento que são difíceis de serem notadas, como 25 quilômetros de proteção de margem dos ribeirões Garcia, Velha, Fortaleza e Itoupava. É uma obra da máxima importância para segurança dos blumenauenses.

    Há ainda a proteção de encostas de 17 ruas, para prevenção de deslizamentos, outros 25 quilômetros de rede adutora que o Samae já está implantando e até mesmo a finalização da obra do Dique da Fortaleza, cujo problema se arrastava desde 1995 e, agora, terá solução. É fato que grandes obras dependem de parcerias com o Governo do Estado e Governo Federal.

    Muitas delas são conveniadas, na modalidade de financiamento. Blumenau contribui muito com impostos e queremos o reconhecimento das esferas maiores neste sentido, bem como estreitar boas relações para o bem da comunidade.
     
  7. Ação direta nos bairros: estamos olhando com muito carinho para os bairros de Blumenau. As reformas nas escolas, nas creches, nos postos de saúde, é uma realidade. Entregamos seis unidades de saúde recentemente, em pouco mais de 60 dias.

    O investimento em pequenos, mas fundamentais reparos nas instalações somaram quase R$ 1 milhão. Reparos em pontes nos bairros da cidade foram mais de 15, como as da rua Erich Belz e Selma Volles. Duas importantes galerias foram efetuadas, como a da rua Almirante Tamandaré e da rua Julio Ruediger – esta um problema desde a catástrofe de 2008 que agora colocamos um ponto final.

    Várias ruas têm sua pavimentação em andamento ou já foram entregues à comunidade, caso da Arnoldo Beck, da Fritz Spernau, da Jacob Inechen, etambém das ruas Theodoro Passold e Carlos Richbieter. Até a Rota de Lazer foi levar mais diversão, atenção e cultura aos bairros. É claro que não dá para resolver todas as pendências de décadas em um ano, mas muito já foi e está sendo feito.
     
  8. AGs até as 24 horas: Tínhamos como expectativa e compromisso implantar um AG até as 24h no primeiro ano de governo. Ainda em abril, estendemos o horário logo de dois Ambulatórios Gerais até meia-noite. Assim, oferecemos o serviço ambulatorial mais perto da casa do cidadão.

    A prova é de que a ação foi boa, produtiva e eficiente, é que esses dos AGs com horário ampliado, nos bairros Garcia e Velha, já atenderam mais de 8 mil pessoas somente no horário elastecido pela nossa administração. Reitero: fizemos isto com apenas quatro meses de governo, um grande avanço para as pessoas que vivem nos bairros da cidade.

    Além disso, são 8 mil pessoas a menos que se dirigiram ao centro, para o Hospital Santo Antônio, no horário noturno. Assim, acabamos colaborando também com o atendimento do HSA. E no primeiro semestre do ano que vem a comunidade da região norte terá o AG das Itoupavas até as 24h.
     
  9. Vagas em creches: A gestão eficiente também permitiu que criássemos 414 novas vagas em Centros de Educação Infantil no município somente este ano, especialmente com a readequação de espaços nos CEIs. Mas vamos avançar: cadastramos o número máximo (6) de solicitação de convênios para construção de novas creches, em Brasília, e 3 já estão aprovadas. Continuamos trabalhando pelas outras 3 e em breve teremos mais vagas novas nas creches municipais.
     
  10. Recuperação do Samae: O Samae carece de investimentos há pelo menos duas décadas, disseram-me os técnicos concursados que lá trabalham. Por esta razão, fui a Brasília pessoalmente para buscar recursos de convênios com o Ministério das Cidades e a Caixa Econômica Federal para investirmos na captação, tratamento e reservação de água.

    Os 25 quilômetros de nova rede adutora que estão sendo implantados em 17 bairros beneficiarão 172 mil pessoas e os serviços estão em andamento. O investimento é de R$ 8 milhões. Outro projeto já aprovado trará mais R$ 24 milhões para investimento na captação de água (os equipamentos da ETA 2, a maior da cidade, estão sucateados) e instalação de cinco novos reservatórios de água e substituição de dois atuais por novos em sete bairros diferentes.

    Com essas obras concluídas, aquela sensação de falta de água terminará. Neste ano que passou o Samae ainda instalou 11 boosters, equipamento que dá pressão à água, em 11 ruas íngremes da cidade para que a água chegue às regiões mais altas. E a terceira bomba de captação da ETA 2 já está sendo comprada.
     
  11. Recuperação da URB: Este é um de nossos maiores desafios. A Urbanizadora, historicamente, mostrava-se deficitária e tinha sua imagem arranhada. Estamos mudando isto. Um choque de gestão profundo está sendo implantado na URB. Os resultados já começam a aparecer. A começar pelo respeito aos seus trabalhadores.

    Mas administrativamente várias ações foram empreendidas para estancar a sangria de recursos que entravam na URB e fazer com que cada serviço passasse a dar lucro.

    Lá dentro há economia de todas as maneiras, a exemplo do que acontece na Prefeitura, e inovações como a criação de uma usina de reciclagem não só trará lucro para a empresa, mas também colaborará para resolver o problema da reciclagem na cidade.
     
  12. Respeito ao servidor: O respeito ao servidor público está escancarado em nosso cotidiano. Respeito não quer dizer facilidades, privilégios, porque sabemos que cobramos trabalho como na iniciativa privada. Mas reconhecemos o valor de cada um no tratamento que o servidor tem em nossa administração, de total respeito.

    Em nenhum momento houve a prática hedionda da perseguição àqueles que não são alinhados politicamente, fato comum, mas lamentável, na política nacional tradicional. Também não mentimos para o servidor em nenhum momento. Quando tivemos que dizer “não” por um princípio de responsabilidade com a coisa pública, dissemos.

    É o caso do PPA, onde não poderíamos nos comprometer com algo que não temos certeza de que poderíamos, no futuro, cumprir. Mais cômodo seria fazer o jogo fácil de prometer e depois dizer que não deu, mas não é assim que agimos. Acreditamos no respeito de verdade. Amigo não é aquele que aplaude você quando você está errado; é aquele que diz, com suavidade, a verdade que você precisa ouvir. Porém, quero emblematizar um caso de respeito ao servidor, ao ser humano.

    Por certo, todo blumenauense já viu por aí aqueles caminhões-casinha que levavam os servidores da URB para trabalhar nas ruas da cidade, com limpeza ou outros serviços do gênero. Eles iam na carroceria, mal acomodados, com as ferramentas batendo em suas pernas. Parecia um “pau de arara”. Quando estavam no trecho, comiam sob o sol, sentados no meio fio. Como faziam suas necessidades?  Isto era por demais desumano. São eles que limpam nossas ruas, cortam o mato, têm o serviço mais pesado.

    Pois nossa administração acaba de substituir os caminhões-casinha por sete ônibus adaptados que não só transportam esses trabalhadores até o bairro em que vão executar os serviços, mas possui sanitário, uma cozinha com ar refrigerado e um local específico para colocar ferramentas.

    Vocês precisam ver a alegria estampada no rosto dessas pessoas. Simplesmente porque demos a elas a dignidade que toda pessoa deve ter em seu trabalho. Isto é respeito ao servidor. Isto é humanidade.
     
  13. Inclusão social: Este é outro fator que merece ser destacado. Os números são superlativos e a alegria das pessoas ao participarem das atividades que disponibilizamos na Fundação Pró-Família e nas diversas modalidades de iniciação esportiva propiciadas pela Fundação Municipal de Esportes é contagiante.

    São programas que merecem ser conhecidos mais de perto pela população. Para se ter uma ideia, 8 mil crianças e adolescentes participam destes programas oferecidos diretamente nos bairros, com oportunidades no contraturno escolar.

    Outros 6 mil idosos conquistam mais qualidade de vida através da cultura, do lazer e do esporte, participando dos programas da Pró-Família. Há outras ações neste sentido, como nosso apoio direto no Programa Entra 21, as ações da Secretaria de Desenvolvimento Social... enfim, a inclusão para a qualidade de vida é um dos pontos fortes deste primeiro ano de governo.
     
  14. Legado dos JASC: Blumenau foi parceira do estado ao se colocar à disposição para sediar os Jogos Abertos de Santa Catarina. Com isso, o município recebeu investimentos na ordem de R$ 1,5 milhão.

    Os legados mais visíveis são a pista de bicicross, que não existia na cidade; a reforma do ginásio Galegão, que teve toda a sua quadra, que estava em péssimo estado, substituída; e as quadras de volei de areia do Parque Ramiro Ruediger. São equipamentos e melhorias que ficarão para serem utilizados pelos blumenauenses.

    Ainda tem a movimentação na economia da cidade e o exemplo desportivo para nossas crianças, futuros atletas de Blumenau.



E, assim, poderia discorrer muito espaço, ainda, sobre ações concretas, realizadas em apenas um ano de governo. O sucesso da Oktoberfest, o avanço nos projetos de regularização fundiária, na área de defesa civil, os planos para a questão viária da cidade...
Todas as nossas secretarias, autarquias e fundações apresentaram um relatório de 2013 bastante profícuo. Porém, não haveria espaço suficiente para tanto.
É muito prazeroso poder falar de realizações, de ações corretas, ética e administrativamente corretas, de coisas boas para nossa comunidade. Se é mais fácil criticar, achar defeitos, muito mais edificante é ter o que dizer de ações construtivas. E é nesta toada que estamos prontos para 2014. Será um ano de muito trabalho, é claro, mas de continuar a apertar o cinto em busca da gestão eficiente e de ver esta eficiência frutificar ainda mais em prol da comunidade.
Napoleão Bernardes
Prefeito de Blumenau.
 
 

 













E, assim, poderia discorrer muito espaço, ainda, sobre ações concretas, realizadas em apenas um ano de governo. O sucesso da Oktoberfest, o avanço nos projetos de regularização fundiária, na área de defesa civil, os planos para a questão viária da cidade..
 

 
 
 

 
 
 

FONTE: http://www.jornaldeblumenau.com.br/index.php?modulo=noticias&caderno=politica&noticia=03374-napoleao-apresenta-avaliacao-do-primeiro-ano-de-mandato

sábado, 28 de dezembro de 2013

Politicos ou politicanos?


Os politicanos privilegiam os seus próprios interesses por isso não deveriam ser reconhecidos como políticos, mas sim como politicanos que agem de forma externa aos interesses coletivos da sociedade.

Os nossos governantes que deveriam nos representar e representam os próprios interesses dos eleitos, classifica-los como políticos é elogiar oportunistas que governam para interesses privados e não a interesses estadistas.

 As pessoas estão calejadas com a corrupção e existe essa confusão de que todos os políticos são corruptos. Os governos deveriam ser chamados de politicanos por estarem fora dos interesses das pessoas, os governistas tem interesses externos a sociedade.

Política deveria ser o bem comum da sociedade e não o interesse de manter alguns burocratas que servem para o capital nacional e internacional.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Estudo do Ribeirão da Velha: Numa perspectiva Interdisciplinar


V Congresso Ibero-americano de Educação Ambiental

Data de inscrição do trabalho: 17/02/2006 às 15:05

Resumo expandido (Categoria):

Educação Ambiental e Comunidade (populações tradicionais, comunidades indígenas, populações urbanas, populações rurais, populações de baixa renda, cultura, gênero, juventude, sindicatos, ecoturismo etc.) 

 

Perfil, o trabalho é produto de:

Relato de intervenção/experimentação 

 

Título:

Estudo do Ribeirão da Velha: Numa perspectiva Interdisciplinar

 

Autores:

Osni Valfredo Wagner

Almiria Beckhauser De Barros

Everson Bohr e Patrícia Shappo

Marilu Antunes da Silva

 

Instituição: Escola de Educação Basica Hercilio DeeKe

Financiamento:  FAPESC

 

1-Introdução:

A elaboração do Projeto sob a perspectiva interdisciplinar já aconteceu no final do ano de 2003, com posterior encaminhamento e aprovação pelo FUNCITEC.

No inicio do ano de 2004 foram contratados os alunos bolsistas e estagiários Everson Bohr, Patrícia Schappo, para a realização das atividades práticas sob a orientação dos professores orientadores e Coordenação da Professora Almiria, do Projeto conforme mencionados no cronograma inicial.

No inicio do mês de março, assim que estavam definidos os estagiários foram organizadas reuniões informais para retomada do projeto, encaminhamento, organização das tarefas e orientações teóricas-metodológicas para efetivação dos trabalhos.A revisão bibliográfica sobre flora, fauna, vazão e histórico da ocupação humana em torno do Ribeirão da Velha Central e seus Afluentes, Constou como primeira atividade.A delimitação do estudo em relação ao espaço geográfico foi necessária uma vez que foi realializado um estudo com maior precisão possível, porém sem perder a contextualização com situações semelhantes numa perspectiva mais ampla interdisciplinar.

 

4-Metodologia:

Esta pesquisa foi a primeira iniciação cientifica dos estudantes do Ensino Médio da Escola de Educação Básica Hercílio Deeke de maneira interdisciplinar com financiamento externo do Funcitec. O objetivo geral do projeto em nosso estudo foi focar o Ribeirão da Velha, com pesquisa aplicada, bibliográficas e documentais. As atividades dos Bolsistas foram divididas de acordo com as disciplinas envolvidas. A História Oral, Cartografia, vazão da Água, Geografia, Flora e Fauna na Biologia, Avaliação do Nível de Preservação e Nascentes dos Contribuintes do Ribeirão da Velha foram eixos investigados. Como metodologia usou-se: a delimitação do estudo em relação ao espaço geográfico, porém sem perder a contextualização com situações semelhantes numa perspectiva mais ampla com a aplicação de questionários fechados foram investigados os temas específicos do projeto. A população do entorno do rio foi entrevista e dou material histórico sobre o mesmo, foi elaborado uma pesquisa ação com o cruzamento de informações para as três áreas do conhecimento envolvidas

 

5-Desenvolvimento:

A disponibilidade de água para o consumo humano, de animais e a agricultura é, hoje, um recurso escasso em muitos países e causa de guerra entre povos. A ocupação urbana desordenada, sem nenhum planejamento, construindo em áreas preservação permanente, em áreas de risco, como encostas e margens de rios, a população das águas e dos mananciais promove a deteorização das águas e dos mananciais promovendo a deterioração dos ecossistemas locais (Martine, 1993). A biodiversidade é “um recurso e propriedade comunitária quando existem sistemas sociais que o utilizam segundo princípios de justiça e sustenta-bilidade” (Shiva, 2001: 92). Nesta perspectiva, a natureza “deve ser vista em seu conjunto como a ‘herança da humanidade’ que precisa ser mantida e manejada para garantir a qualidade de vida para hoje e para o futuro”(Gonçalves Pomar, 2000: 30). Através da modernização do sistema produtivo da grande região Amazônica, “o Brasil e outros países tropicais têm todas as condições de se tor-narem exportadores da sustentabilidade, transformando o desafio ambiental em oportunidade” (Sachs, 2002: 42).

2-HISTÓRICO DO BAIRRO DA VELHA: O Bairro da Velha pouco se desenvolveu nos primeiros anos de colonização, visto que estes lotes eram propriedade particular do Dr. Blumenau.A região ficou conhecida por Velha, cujo nome remonta a 1838, por existir uma “velhota” (uma senhora de idade bastante avançada) morando às margens do ribeirão. Outra versão diz que havia uma família de cognome Velha, antes da criação da Colônia Dr. Blumenau, mas a primeira versão é mais usada.

“Em meio a numerosas propriedades, cada uma delas pelo menos quatro morgons de extensão, existe uma área consideravelmente grande que ainda permanece intocada, porque seu proprietário não permite divide-la ou vende-la. É na região do rio Velha, onde um riozinho emerge da mata virgem e alcança a luz do dia com a mesma expressão que tinha quando os primeiros imigrantes o avistaram e significativamente denominaram ”Velha”. (STUTZER, p-35).O Ribeirão Velho já constava no mapa da Colônia Dr. Blumenau desde 1864. As terras foram compradas pelo Dr. Blumenau que posteriormente as vendeu a Gustavo Stutzer, em 1879, quando começou a ser ocupada. O nome Velho Central denominado, por ser área central de caçar.

3-Aspectos Físicos do Bairro da Velha

O Bairro da Velha está localizado na margem direita do Rio Itajaí-Açu e região Oeste de Blumenau, tendo como limites, ao Norte, os bairros Passo Manso, Asilo, Vila Nova e Salto Weissbach; ao Sul, área rural; no Leste, os bairros Bom Retiro e Petrópolis e ao Oeste, área rural. Possui 21,9 Km 2 de superfície. Na região sul encontramos morros isolados, localizados em terrenos ondulados e com vegetação exuberante, apresentando-se alta e ombrólia, em virtude da cobertura arbórea, muito densa e fechada. O bairro é cortado pelo Ribeirão da Velha, que começa no município de Indaial, e seus afluentes: Velha Central, Ribeirão do Cego, do Gato e Córrego Jararaca. Possui uma região sul montanhosa, com alturas acima de 300m, localizada no planalto. A maior parte é ondulada e relativamente plana, com pequenos morros, com alturas acima de 100 metros. Das 544 ruas existentes, 69 são atingidas por enchentes, ou seja, 12,68% das ruas. O bairro da Velha possuía de acordo com o Censo realizado em 2000, cerca de 40 mil habitantes, com uma taxa de crescimento vegetativo de 3,2% ao ano. São 13.418 residências.Na área urbana em mata ciliar, ou nas encostas de morros ou nas áreas protegidas por lei municipal, encontram-se animais, cada qual em seu habitat. Podemos citar entre eles Hidrochaeris hidrochaeris (capivara), Dasyprocta azarae (cutia), Didelphis sp (gambá), Alovatta fusca (bugios), Vanellus chilensis (quero-queros)

 

Considerações Finais:

6.Resultados observações sobre a pesquisa

Segundo os entrevistadores, os entrevistados não tem tempo, isto mostra uma certa desconfiança, outro problema e o da língua alemã com as pessoas de idade avançada. Experiências: Saber sobre o passado para poder compara-lo com o agora. Experiências: Saber sobre o passado para poder compara-lo com o agora, os alunos aprenderam abordar, comunicar-se e desinibir-se, conheceram o bairro e o sistema antigo. Transformações: Não é possível retornar, e conforme registro in loco a tendência é piorar. Deve-se então buscar alternativas e conscientizar a população. Proposições: Destacam-se, porém algumas medidas de prevenção: Conscientizar as pessoas; Buscar alternativas de desenvolvimento sustentável; Fazer uso de propaganda do tipo: produtos sem agrotóxicos; Habitações que tenham utensílios que não agridam a natureza; Exigir apoio das autoridades, para que tenham providencias como, saneamento básico; O que fazer? Organizar-se, começar um trabalho de conscientização e proteção do meio ambiente. Não há conhecimento da legislação sobre a ocupação.

 

7- Bibliografia:

Cartilha IBASE –Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas -2000.

Especial/Caos/Grupo Estado - http.//www.zip.net/cgi/buscador?kw-caos

JUNQUEIRA, Eduardo, Revista Veja, 16 de agosto de 1995.

MERICO, Luiz Fernando Kriger, Indicador Ambientais para Blumenau: Avaliação do índice de Sustentabilidade para Blumenau (ISB) do ano de 1998.

MOREIRA, IGOR, O Espaço Geográfico – Geografia Geral do Brasil, Ed. Ática, 2002.

KLEIN, Roberto Miguel, Síntese Fitogeográfica do Estado de Santa Catarina. 1976), (IPPUB:Blumenau Perfil 1996).

PEDRINI, Alexandre de Gusmão (org.). Educação Ambiental: reflexões e práticas contemporâneas Petrópolis/RJ Vozes 1997

TINTI, (2000), Gênero, família e migração Ed. FURB.

STUTZER, Therese (1841 / 1916) Marie Luise / Therese Stutzer; organização, tradução e introdução: Valburga Huber. Blumenau: Cultura em Movimento, 2002.

SKATE & SKATE


Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhh5wSvtd2vvlDj4iJGhsZMEN7bXqljPfb-csc1nGvjg7TrHpLEJYPLm1-Ckg4FkcY04hzlQTw4wc1YmVNCFlNAic-LkOIK70E3XCXwV22EPnA6C2PxI9P0g3mwfPcbiCxWCe4TURwMNaI/s1600/SKATE-PROIBIDO.jpg


SKATE & SKATE É ESTILO DE VIDA E OU ESPORTE?

Neste debate sobre espaços para SKATE me faz pensar especificamente no sentido que se tem ao definir um espaço. Como sendo o lugar do SKATE um lugar do esporte, mas o SKATE para muitos é um lugar do estilo de vida, lógico que ter um espaço é importante para desmistificar os estereótipos e preconceitos que se tem sobre o lugar do uso do SKATE como lugar do esporte e ou o lugar do modo de vida.
 
SKATE: sua história
 
O skateboarding foi inventado na Califórnia, nas épocas de seca e marés baixas, os surfistas queriam fazer pranchas um divertimento na rua. Surgiu então o primeiro skate, na época chamado de "sidewalk surf", em 1965 surgiram os primeiros campeonatos, mas o SKATE  só foi reconhecido dez anos depois.
Os primeiros SKATES  foram muito primitivos, não tinham nose (parte da frente do shpe) nem tail (parte de trás do shape). Em 1973, o norte americano Frank Nasworty inventou as rodinhas de uretano, o que revolucionou o SKATE, o skate passou a pesar então 2,5 kg.
Por volta do ano de 1975, um grupo de garotos revolucionou ainda mais o SKATE,  realizando manobrs do surf sobre ele. Esses garotos eram os lendários Z-Boys da também lendária equipe Zephyr.
Essa equipe era de Venice, Califórnia, lugar o qual chamavam de Dogtown, Em 1979, Alan Gelfand inventou o Ollie-Air, manobra com a qual os skatistas ultrapassam obstáculos elevados e é base de qualquer manobra.
A PARTIR DISSO, O SKATE nunca mais foi o mesmo. Essa manobra fez com que os skatistas tivessem uma visão infinita sobre quantas manobras poderiam fazer.
 
Fonte: Estudantes do ensino médio da EEB Hercílio Deeke

MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO




Movimento revolucionário é a possibilidade de um Estado que privilegie o interesse coletivo, propiciando a todos os indivíduos o direito a uma vida de qualidade. Só será possível que aconteça essa revolução a partir da participação efetiva dos cidadãos e essa cidadania tenha a consciência da importância de fazê-lo de maneira efetiva a partir desse ideal de sociedade.
 
Ensaio sobre os ideais reformadores como movimentos que avancem para o ideal de direitos sociais que são interesses dos indivíduos em uma sociedade mais humanizada, com mais justiça, igualdade, solidariedade e respeito à vida.
1- Federalização das Universidades, escolas em geral;
2- Tarifa Zero com um Fundo Municipal de Transporte Coletivo;
3- Ocupação territorial em áreas seguras com habitações verticais;
4- Fortalecimento do SUS, com projetos e investimentos compatíveis com a demanda;
5- Espaços culturais de multiuso de prevenção à segurança;
6- Fomento de trabalho e renda para a juventude;
7- Financiamento Público de Campanha eleitoral;
8- Fortalecimento dos conselhos deliberativos;
9- Investimentos em educação possibilitando melhores salários e qualidade com condições de trabalho;
10- Acessibilidades, ciclovias, viadutos, passarelas e fortalecimento do transporte coletivo para mudar a mobilidade urbana.
Avançar os ideais comunistas necessita da tomada da consciência que é necessária para que os operários e estudantes avancem num ideal comunista de sociedade.
O proletariado utilizará a sua supremacia política para arrancar pouco a pouco todo o capital das mãos da burguesia, para centralizar todos os instrumentos de produção nas mãos do Estado, isto é, do proletariado organizado como classe dominante, e para aumentar, o mais rapidamente possível, a massa das forças produtivas.
(...) mas que no decurso do movimento, ultrapassarão a si mesmas, sendo indispensáveis como meios para revolucionar todo o modo de produção. (KARL MARX, 1848, p. 59).
Este estágio que se chama de revolucionário modifica a relação dos indivíduos de uma perspectiva individualista para uma perspectiva coletivista. O que não podemos confundir em achar que se tem e ou deve ser uma perda da individualidade. O objetivo do coletivo é para fortalecer o lado humano do individuo em seu aspecto pleno da vida.
Essas medidas, é claro, serão diferentes conforme os diferentes países. Todavia, nos países mais avançados, as seguintes medidas poderão ser postas em prática na sua quase totalidade:
1-      Expropriação da propriedade fundiária e emprego das suas rendas para despesas públicas;
2-      Imposto fortemente progressivo;
3-      Abolição do direito de herança;
4-      Confisco da propriedade de todos os emigrados e rebeldes;
5-      Centralização do crédito nas mãos do Estado por meio de um banco nacional com capital do estado e monopólio;
6-      Centralização, nas mãos do Estado, de todo o sistema de transporte;
7-      Multiplicação das fábricas nacionais e dos instrumentos de produção, cultivo de terras incultas e melhoramento das terras cultivadas, de acordo com um plano geral;
8-      Trabalho obrigatório para todos, organização de exércitos industriais, particularmente para a agricultura;
9-      Unificação da exploração da agricultura e a indústria, medidas com vistas à eliminação gradual da diferença entre a cidade e o campo; e
10-   Educação pública e gratuita para todas as crianças. Abolição do trabalho infantil nas fábricas, tal como é praticado hoje. Combinação da educação com produção material etc. (KARL MARX, 1848, p. 60).
O que enxergamos em nosso país como sendo avanço e ou retrocesso revolucionário é importante identificar para se compreender qual é a conjuntura que se vive e dai podemos pensar em o que fazer para transforma-la.
Conclui-se que os movimentos sociais tem o papel de provocar a mobilização da sociedade em manifestações contra o sistema do capital. Colocando em cheque as crises que cada vez mais se utilizam de aumento de tarifas, impostos para aumentarem os investimentos de interesse do capital e ou privado.
Para de fato se ter os avanços dos ideais reformistas para os ideais comunistas se faz necessário à tomada da consciência de classe dos trabalhadores, consciência essa que instituem um novo paradigma de sociedade.
A luta para se obter uma nova sociedade em que se centralize no homem e suas necessidades a partir de um Estado forte controlado por pessoas conscientes se se construa o poder popular com uma práxis revolucionária.
 (...) surge uma associação em que o livre desenvolvimento de cada um é a condição para o livre desenvolvimento de todos. (KARL MARX, 1848, p. 61).
A maneira que se inicia os processos revolucionários possibilitará a produção de sociedades novas que privilegiem a participação e o controle social a partir do coletivo para resolução dos problemas de toda a sociedade.
FONTE:
Manifesto do partido comunista / Marx e Engels, SP Ed. Anita Garibaldi, 2001.
 

 

sábado, 21 de dezembro de 2013

'para inglês ver'

É TRISTE VER A CIDADE NESTA SITUAÇÃO NOVAMENTE, OU MELHOR NESTE CONTINUISMO. NÃO SE ADMIREM QUANDO O PT SE ALIAR PUBLICAMENTE COM TODOS ESSES GOVERNISTAS OU DIRIA PATRIMONIALISTAS. O CONCEITO PATRIMONIALISTA EXPLICA ESSA REALIDADE DA POLÍTICA BRASILEIRA, QUE ESTAR NO PODER É UMA FORMA DA ELITE SE BENEFICIAR DO ESTADO.
SENDO O PUBLICO UMA EXTENSÃO DO PRIVADO!
Tudo poderá acontecer em 2014, 2016, essa inércia de avanços em políticas efetivamente necessárias e a super valorização a interesses privados distância o cidadão dos governantes, ficando claro a demagogia e vira tudo em promessas.
Roberto Da Matta diz que a política no Brasil é 'para inglês ver' analisando a história em que o 'país' na época colonial era controlado por Portugal e os portugueses dependiam dos ingleses devido a revolução industrial.
Estamos em um capitalismo financeiro e a dependência é outra, mas nos afundamos nos interesses das elites brasileiras que são submissas as elites internacionais. Estes é que estão o tempo todo dizendo o que o governo deve fazer e o cidadão não exerce sua cidadania como diz a constituição que o poder emana do povo.
Apontar como imaturo um governo que continuidade do JPK é no mínimo não entender que esse governo é continuidade. Pode o Naatz achar que o governo de Napoleão chegará a maturidade, nesta linha de imaginação naatziana se chegará a uma situação ainda mais complexa em que a base aliada que aprovou o aumento até então. Vem chumbo grosso por ai, a população vai viver um tempo de ter que usar o sapato 36, para o pé 37 como diz a letra da música de Raul Seixas.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Prato feito no puxadinho

 
 
 
Federal é Federal, mas aqui em Blumenau FURB é FURB. Temos um patrimônio no Vale do Itajaí que vai muito além do físico, coisa que IFC, IFSC e a UFSC não tem. Até quando irão insistir em dizer, fazer e pensar que o fato de ser federal já é um motivo para que as pessoas irão encher as salas? E com um puxadinho, como se tivéssemos que aceitar pouco e ou quase nada e o que eles nos oferecem num prato feito.
A FURB tem diversidade, História e património cultural com a comunidade. A identidade o vinculo que se tem com a Universidade regional dever estar sendo colocada em primeiro lugar ao avaliar sobre a federalização da FURB e não algum orgulho federalista externo a nossa realidade de Blumenau e região. Vamos continuar defendendo essa proposta de FURB Federal por ser a melhor proposta de viabilidade e possibilidade para todos!

domingo, 15 de dezembro de 2013

Dar nomes aos bois?


Falando em cavalo, com todo o devido respeito aos animais, bem que poderias dar nomes aos bois sobre a demagogia, poderia explicar melhor o que significa essa palavra. São pessoas que faltam com a verdade e ou dizem meia verdade?

Mas concordo com Viegas Fernandes Costa sobre a federalização da FURB, como alternativa rápida e eficiente de investimentos em ensino, pesquisa e extensão.

O Oklinger fez um comentário muito pertinente, sobre o movimento FURB Federal, mas fica essa questão de dar nomes aos bois. Quem deveria representar e não representa a sociedade civil.

As oportunidades de se ter a FURB FEDERAL é o momento, existe sinalizações do governo federal para investimentos estatais em EDUCAÇÃO.

O que falta é os nossos representantes em Santa Catarina e em especial em Blumenau de terem humildade e respeito as 80 mil assinaturas, a favor da federalização.

O medo de que todo o sistema ACAFE, venha fazer esse pedido é compreensível. Mas essa explicação não pode ser aceita, a ampliação de políticas sociais em educação não pode ser a justificativa para não se federalizar a FURB.

O fiasco dos cinco cursos do puxadinho da UFSC em Blumenau demonstra a falta de respeito com os recursos federais, sem dúvida seria melhor o investimento em um projeto de Universidade Federal da Região de Blumenau. Quem não quer a FURB Federal o Reitor? O Prefeito? Vereadores? Governador? Deputados? CDL etc?

http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,183,4361945,23328 Um cavalo na Rua Pomerode acesso dezembro, 2013.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Mobilização para o desenvolvimento territorial sustentável


 

 

 

 


 

 

 

 

Resumo: Este artigo descreve a questão teórica sobre mobilizações sustentaveis partindo do significado da palavra mobilização. Perpassando pelo conceito de empoderamento e suas dinâmicas no território, a experiência da UniCampo que apresenta etapas do processo pedagógico em que possibilita a partir da formação o fomento de capacidades. O empoderamento social em processos de organização autonoma e espontânea. O Brasil um país com seu multiculturalismo de nativos, afrodescendentes e eurodecendentes, a identidade que a língua exerce como exemplo de rompimento ao personalismo politico. A metodologia desta parte da pesquisa é a revisão bibliográfica, sobre a mobilização sustentáveis das comunidades.

 

Palavras chave: Mobilização. Formação. Capacidades. Empoderamento. Multiculturalismo. Identidade

 

 

 

 

Mobilization for sustainable territorial development

 

Abstract: This article describes the theoretical question about mobilizations sustainable part is the meaning of mobilization. Permeating the concept of empowerment and its dynamics within the experience of presenting UniCampo stages of the educational process that enables the development from the training capabilities. The social empowerment processes of spontaneous and autonomous organization. Brazil is a country with its multiculturalism native, Afro-descendant and eurodecendentes, the identity that language plays such as breaking the political personalism. The methodology of this research is part of the literature review on the mobilization of sustainable communities.

 

Keywords: Mobilization. Ttraining. Capabilities. Empowerment. Multiculturalism. Identity

 

 

 

 

 


 

O artigo é parte da pesquisa de mestrado desenvolvida durante os anos de 2011 a 2013, construída através da pesquisa ação na região de Morretes do Estado do Paraná. A identificação da capacidade de mobilização pode ser um instrumento metodológico para medir os indicadores de desenvolvimento sócio ambiental, pretendemos discutir esta capacidade no decorrer desta publicação.

A capacidade de mobilização para o desenvolvimento territorial sustentável depende de influências locais, regionais e globais. A mobilização na sociedade atual é uma ideia que vem de movimentação, mesmo que o olhar seja de cima ou de baixo, a mobilização continua sendo algo que movimenta ações e relações no território.

A mobilização [2] é uma ferramenta do ativismo, uma possibilidade de articulação social, que teve um sentido revolucionário nos séculos XVIII, XIX e XX. No século XXI, emerge a mobilização de atores sociais no Brasil para projetos de ação efetiva. Esse avanço foi possível devido à democratização política brasileira, que emergiu nas últimas décadas, possibilitando uma mudança de paradigmas nos movimentos sociais, para mobilizações sociais mais abrangentes e consolidadas de ação coletiva.

A RMA [3] foi criada para formar um grupo de pressão que o PP-G7 incluísse a Mata Atlântica, incentivando o intercâmbio de informações relativas a este ecossistema, visando a sua conservação, através da mobilização, da ação política coordenada e do apoio mútuo entre os participantes” (JACOBI, 2003, p.19).

No Brasil, a mobilização emerge de experiências dos movimentos ambientalistas a partir de projetos com perfil ativista, com agentes sociais inovadores e com tecnologias sociais de empoderamento social, destacando o ativismo de extensão rural para a sustentabilidade do território.

Frente aos desafios criados pela promoção do empoderamento nas dinâmicas de desenvolvimento territorial, a criação da Universidade Camponesa – a UniCampo - inscreve-se num contexto de reflexões sobre a educação rural que se tornam muito intensas nos últimos anos” (KOLING et al., 2002) (COUDEL, TONNEAU, 2010, p. 455).

No caso da experiência da UniCampo as competências para ações territoriais são desenvolvidas em processos de formação, onde os projetos devem ser construídos a partir das decisões dos próprios envolvidos na localidade, viabilizando um fazer pedagógico.

O processo pedagógico foi organizado em três etapas, combinando os aspectos teóricos (produzir conhecimentos para compreender o que se passa), metodológico (oferecer métodos de aprendizagem) e aplicado (definir a ferramenta para agir). Cada uma dessas etapas foi estruturada em torno de projetos, que permitem a tomada de contato com a realidade” (COUDEL, TONNEAU 2010, p. 455).

A elaboração do projeto como ferramenta da mobilização territorial no meio rural, ainda no caso da UniCampo, foi definida a partir das necessidades e prioridades dos próprios camponeses, dentro dos limites da possibilidade de mobilização das organizações em cada território.

(...) legitimidade junto aos atores de base, reforçada pela sua dupla estruturação-rede. Por outro lado, sua fragilidade diz respeito à carência de “profissionalismo” na concorrência por novas linhas de financiamento. (...) estratégias para que as frentes de luta voltadas para mobilizações sociais” e para a “assistência técnica” não se tornem itens secundários de sua agenda de prioridades. “Para tanto, deverão ser privilegiadas as frentes de acesso mais fácil, a exemplo de educação formação e de pesquisa-ação” (COUDEL, TONNEAU,  2010, p. 475).

Assim, por “mobilização” entendemos aqui a aptidão de uma dada comunidade em estimular a participação das diferentes categorias de cidadãos que a compõem, “a fim de determinar objetivos comuns e ações coletivas inovadoras, capazes de reforçar redes de comunicação interna e de concretizar uma governança eficiente, podendo favorecer a negociação de conflitos (JEAN, 2010, p. 64)”. Em casos práticos pode-se ainda observar a mobilização que acontece em rede ou verticalizada simultaneamente.

A mobilização em rede é a atuação de uma rede de instituições comunitárias em projetos inovadores, ligada à mobilização dos atores locais na participação política de maneira autônoma e espontânea. Esta acontece em Tonneau, Sabourin processos organizados a partir das necessidades e prioridades locais a serem atendidas pelas agências de apoio ou fomento da ação técnica de empreendedorismo social[4].

Esse limite da ação voluntarista e as questões desafiantes que levantam foram descritos por (2007), quando enfatizam as dificuldades de inventar um projeto territorial realmente inovador, permitindo que nos libertemos de três arquétipos considerados restritivos, sintetizando a seguir.

Modelos técnicos que atendem muitas pouco às exigências colocadas pelo enfoque de desenvolvimento territorial sustentável (...) modelos políticos (...) gestão integrada (...) modelos institucionais e financeiros (...) necessários às áreas marginalizadas (...) como inventar novas formas de gestão dos investimentos (...). O desafio consiste em mobiliar as organizações do território na pilotagem da formação, na tentativa de familiarizá-las como o novo modelo em construção, oportunizando assim a inserção social dos estudantes após o período de formação” (COUDEL, TONNEAU, 2010, p. 477).

Essa formação a partir dos atores locais possibilita a permanência no campo. Frente aos desafios é importante analisar a história do local e como funcionam as redes sociais dos atores envolvidos nos projetos. O que foi construído enquanto valor social e no que é possível avançar em projetos territoriais para o desenvolvimento sustentável.

Na tradição da cultura brasileira, observa-se que a construção simbólica dos atores e de ações de mobilização perpassa pela contradição da identidade de pertencimento ao grupo ou propósitos dos atores envolvidos.

No tempo e no espaço que a sociedade se organiza como tal em todos os aspectos, aquilo que parece natural, faz parte de uma construção cultural. Uma identidade que é dele, como uma pessoa, mas é também, fatalmente, a do grupo, através dele” (BRANDÃO, 1986, p. 42).

A cultura brasileira tem em seu tripé a matriz indígena, a européia e a africana. A resistência dos pretos mesmo que sem força, faz surgir ritmo e rituais, numa cultura brasileira de sincretismos “Todo brasileiro, mesmo o alvo, de cabelo louro, traz na alma e no corpo o samba, ou pelo menos a pinta do indígena e do negro” (FREYRE, 1957), de tradições africanas, indígenas e católicas.

Traduzem a miscigenação produzida a partir da senzala, transformam-se em valores dos indígenas descendentes, e afrodescendentes, como valores nacionais, compartilhados por toda a sociedade.  Uma interpretação da “democracia racial” como mito, no sentido antropológico: uma identidade almejada, uma meta a ser alcançada, um ideal.

Essa identidade construída com o tempo e no espaço, a língua e o solo que os identifica como legitimas daquele lugar. O espaço vivido é também um campo de representações simbólicas, conforme aponta Isnard (1982), rico em simbolismos que vão traduzir “em sinais visíveis não só o projeto vital de toda a sociedade, subsistir, proteger-se, sobreviver, mas também as suas aspirações, crenças, o mais íntimo de sua cultura”.” (CASTRO, 1995, p. 32 apud ISNARD, 1982, p. 71).

A cultura é como garantia de ser alguém, e mais que isso, a propagação do eu nos filhos, que vão garantir às pessoas de serem elas mesmas, com sua diversidade própria e sem igual da própria etnia, como diria Darcy Ribeiro, o índio como índio e o brasileiro como brasileiro e sua brasileiridade.

Para Darcy Ribeiro (2005), autor de uma obra considerável que oferece uma análise pormenorizada da formação do povo brasileiro a partir de suas origens plurais, (...) índios, negros, portugueses (...). Os brasileiros assumem agora sua mestiçagem a ponto de fazerem dela um motivo de orgulho (SACHS, 2007, p. 391).

Assumir-se enquanto brasileiro é garantia de uma identidade própria; como diz Darcy Ribeiro no documentário: “O Povo Brasileiro”. Neste sentido, Castro aborda a importância da língua e do solo em que se têm valores instituídos pelo Estado. A legitimação por parte das instituições é um dos legados do patrimonialismo do Estado Nacional Brasileiro.

Língua e solo, como valores da identidade da sociedade, foram assimilados pelos aparatos institucionais do Estado-nação e tornaram-se patrimônio comum da nacionalidade. Ambas são parte do cimento simbólico da solidariedade nacional e ajudam a legitimar socialmente o poder moral e o querer comum como o fundamento do poder político e o domínio do Estado, como instituição, sobre o território” (CASTRO, 2005, p. 107).

A nação brasileira é uma mistura que forma o que podemos chamar de híbrido, resultado da miscigenação de três matrizes, uma autóctone e duas matrizes externas ao território, entre essas duas, uma das matrizes vem livremente para as do Brasil e a outra vem de forma escrava.

Conhecemos essa nossa história, o que falta é reconhecer esse sincretismo cultural que envolve a todos a partir da cultura étnica da matriz africana, ameríndia e europeia.

Entender esse caldeirão cultural é entender o que é ser brasileiro, com diferentes influências culturais que formam um multiculturalismo próprio desse território nacional que reconhece o português como identidade nacional, mas um português sem igual. Brasileiro, crioulo, caboclo, sertanejo, indígena, entre outros.

O Multiculturalismo[5] rompe com a ideia de raça, do etnocentrismo[6]; introduz o conceito de etnia[7], mas também no campo político ideológico, o conceito do multiculturalismo é utilizado de maneiras diferentes.

(...) multiculturalismo crítico diferenciando-o do multiculturalismo conservador ou empresarial, do multiculturalismo humanista liberal e do multiculturalismo humanista liberal e do multiculturalismo liberal de esquerda”. Esses são, com certeza, rótulos tipicamente idealizados com o objetivo de servirem apenas como um recurso “heurístico”. Na realidade, as características de cada posição tendem a se misturar umas co às outras dentro do horizonte geral da vida social (MCLAREN, 1999, p. 110).

O autor desenvolve o papel do multiculturalismo crítico, a partir da perspectiva de uma abordagem de significado pós-estruturalista de resistência, e enfatizando o papel que a língua e a representação desempenham na construção de significado e identidade, rompendo com o grotesco[8] do colonizador.

Uma práxis multicultural crítica não rejeita simplesmente o decoro burguês que consignou o Outro imperializado ao domínio do grotesco, mas tenta efetivamente remapear o desejo ao lutar por uma cultura multivalenciada lingüisticamente e por novas estruturas de experiência nas quais os indivíduos recusam o papel do narrador onisciente e concebem a identidade como uma montagem polivalente de posições de sujeitos (contraditórias e sobredeterminadas).” (MCLAREN, 1999, p. 133 e 134).

Os sistemas de diferenças existentes que organizam a vida social em padrões de dominação e subordinação devem ser reconstruídos. O campo do conceito do multiculturalismo remete a uma abordagem com a opressão cultural e social como pano de fundo da discussão, compartilhadas por Michele Wallace & Peter Clarence.

Muitos eventos isolados no cenário cultural atual conspiram para (…) debates contemporâneos sobre “multiculturalismo” tanto no mundo da arte como na cultura mais ampla, (…) impacto das condições materiais atuais em um setor crescente da população. (…) sem-teto, desemprego, analfabetismo, criminalidade, doença (incluindo a AIDS), fome, miséria, vício em drogas, alcoolismo, bem como os vários hábitos de vida não saudável e a destruição do meio ambiente são (vamos encarar isto) a miríade dos efeitos sociais do capitalismo multinacional tardio (MCLAREN, 1999, p. 58).

No início do século XX, tivemos os modernistas na Semana de Arte Moderna, pensadores que marcaram nossa História, estudando a cultura Brasileira, que terão o papel de reinventar o país com suas diversidades culturais como nova cidadania nacional emergente.

os modernistas forneceram elementos para se fazer uma redefinição do nacionalismo, diferente de “pátria amada, salve, salve’”. Nacionalismo para eles foi trazer à cena o negro, o imigrante, o índio, o marginalizado” (GODOI, 2011, p. 66).

O nacionalismo emergente no Brasil é fortalecido pela língua portuguesa falada e escrita em todo território meridional. O processo de industrialização a partir de recursos Estatais implementa a urbanização no entorno da fábrica, o urbano de centros e periferias perpassando para fazê-lo viver no meio rural com a cultura chamada de coronelismo.

No caso de Da Matta, o fio condutor mesmo de sua reflexão já apontava para o desejo de surpreender a realidade brasileira por detrás de suas auto-imagens consagradas. Assim, em Carnavais, malandros e heróis (Da Matta, 1981), seu livro mais importante, essa tentativa é empreendida a partir do estudo do cotidiano brasileiro, no estudo dos seus rituais e modelos de ação, portanto, que é onde podemos reencontrar nossos malandros e nossos heróis.” (SOUZA, 2001).

O funcionamento da política no Brasil [9] é um dilema que precisamos enfrentar; esse enfrentamento à despolitização, à desmobilização. A mobilização, quando acontece, é a partir das elites. Tal situação deixa a sociedade estagnada, esperando por pacotes de governo e não continuísmos em planos eficazes de políticas Estatais.

A ideia de jogo, e quem ganha o jogo tem o poder, da mesma forma que um time de futebol. Quem perde a eleição, o rigor da lei, sábio são os que não entram nessa condição de dominação e dominado.

Os que ganham a eleição passam a serem semideuses que podem tudo e os endeusam como seus ídolos, em uma servidão voluntária, e sentimento de pertencimento ao time que ganhou o jogo, aceitando como verdade que sobrepõe a todos.

Esse personalismo que é herança ibérica como diria Sergio Buarque de Holanda no livro “Raízes do Brasil”, fala dessa cordialidade que os brasileiros nutrem, para garantir a renda nas relações de trabalho sendo ainda reproduzido nas relações do mundo rural.

As ideologias dominantes que invertem o sentido das coisas, despolitizando e fazendo com que se banalize a política com generalizações de que é tudo igual, todos são corruptos então tanto faz, permite que se centralize o poder nas mãos de uma elite, podemos dizer até nas mãos de algumas famílias das comunidades rurais e pequenos vilarejos.

As oligarquias agrárias passaram a mandar nas cidades brasileiras muito além do rural, do poder econômico, da mídia, da indústria cultural. A massificação das ideologias esconde a realidade, a partir de ideias conservadoras e elitistas, impedindo qualquer forma de possibilidade que não seja a dominante para entrar outras formas de multiculturais e ambientais.

Por isso tudo que se busca construir esbarra na cultura, cultura essa que é o que somos, mas muito mais o que querem que sejamos. Nossa opinião está contaminada com o modelo centralizador, dominador e que vem de cima.

Romper com essa situação para avançar em projetos alternativos pode ser uma ilusão onde podemos achar que estamos avançando e não saímos do lugar ou pior ainda, o retrocesso das tecnologias sociais.

Enxergar a realidade como ela realmente é, nua e crua, doa a quem doer, também é outro extremo da atuação, esse ativismo poderá retrair a participação de atores sociais.

Nem sempre o que se visualiza como solução para a comunidade é aceito como solução, e mesmo todos os nossos conceitos acadêmicos se tornam sem aplicação. O máximo que podemos é enxergar a realidade desvendando-a, e com essa visão poderemos acertar na ação que se busca conjuntamente.

A identidade cultural das populações autóctones rurais tem suas próprias formas de utilizarem a terra em que vivem, razão de estarem no território, podendo ser sua única possibilidade de sobrevivência, então precisando dar tudo de si. Se a natureza oferece pouco esforço, ou pouco recurso financeiro, tendência é sacrificar a floresta atlântica com uma visão de desbravadores.

Mas ao mesmo tempo em que os jovens e agricultores em sua condição de sobrevivência convivem com a necessidade de destruir, também vem situações extremas, como nos eventos sócio ambientais, que se precisa preservar.

Para a legitimação da mobilização ambiental é importante articular as prioridades elencadas nas demandas comunitárias rurais entre os agricultores, através de projetos de ação coletivos e a pesquisa participativa. Unindo-se a participação à mobilização social, é possível apostar no ser humano como sendo capaz de transformar-se e transformar os que estão envolvidos no propósito coletivo de sustentabilidade ambiental.

 

Conclusão

 

As comunidades buscam mecanismos de adaptação na tentativa de superação de crises econômicas, baseando-se principalmente em atividades econômicas apoiadas na agricultura familiar, extensiva e no artesanato com fibras naturais e turismo de base comunitária.

Um dos resultados encontrados foi à sensibilização da comunidade local frente à vulnerabilidade ambiental local à ocupação humana e além principalmente de se iniciar um processo de mobilização para o pacto comunitário em direção ao desenvolvimento territorial.

 

Bibliografias:

 

ASHOKA, A. Empreendedorismo Social Conceito < http://www.ashoka.org.br/visao/empreendedorismosocial/ > | Produzido por Camaracom movido a WordPress. 2010, Acesso 2011.

 

 

BARRETO, A. Gênero e Diversidade na Escola: Formação de Professores/E.M Gênero, Orientação Sexual e Relações étnico-Raciais. Livro de Conteúdo. Versão 2099 – Rio de Janeiro: CEPESC; Brasília: SPM, 2009.

 

 

BRANDÃO, C. R. Identidade e etnia. Brasília: Editora brasiliense, 1986.

 

 

CASTRO, I. E. Geografia: Conceitos e temas. Rio de Janeiro: Bertrand, Brasil, 1995.

 

 

______________, Geografia e política: território, escalas de ação e instituições. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005.

 

 

FREYRE, G. Casa grande e senzala. São Paulo: Nacional e Edusp, 1957.

 

 

GODOI, M. Dicionário da Língua portuguesa. São Paulo: Ed. Estampa, 2011.

 

 

JACOBI, P. R. Movimento ambientalista no Brasil. Representação social e complexidade da articulação de práticas coletivas. São Paulo: Ed. EDUP, 2003.

 

 

JEAN, B. Do desenvolvimento regional ao desenvolvimento territorial sustentável: rumo a um desenvolvimento Territorial solidário para um bom desenvolvimento dos territórios rurais, In: VIEIRA, P. F. Desenvolvimento territorial sustentável no Brasil. Florianópolis: APED/Secco, 2010.

 

 

MCLAREN, P. Multiculturalismo. São Paulo: Cortez, 1999.

 

 

MICHAELIS. Dicionário prático da língua portuguesa. São Paulo: Melhoramentos, 2009.

 

 

SACHS, I., (Org.) Rumo à Ecossocioeconomia Teoria e prática do desenvolvimento, Paulo Freire Viera, São Paulo: Editora Cortez, 2007.

 

 

SILVA, B. Dicionário de Ciências Sociais. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 1986.

 

 

SOUZA, J. A modernização seletiva Uma reinterpretação do dilema brasileiro – Brasília : Ed. Universidade de Brasília, 2000.

 

 

_____________, Revista Brasileira de Ciências Sociais, Rev. bras. Ci. Soc. vol.16 no. 45 São Paulo Fev. 2001.

 

 

TOMAZI, N. D. Sociologia para o Ensino Médio. Atual Editora São Paulo, 2007.

 

 

TONNEAU, J. P., Desenvolvimento territorial sustentável no Brasil: subsídios para uma política de fomento. Florianópolis: APED: Secco, 2010.



[1]Osni Valfredo Wagner, 2013 Em Debat: Rev., ISSNe 1980-3532, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.Em Debat: Rev., ISSNe 1980-3532, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.
 
[2]Mobilização: “Mobilização (Movilización) Pode-se fazer referência ao termo mobilização nos planos político e social, (...) a mobilização social comporta a incorporação de indivíduos, grupos ou classes sociais a um movimento social. A diferença entre movimento social e mobilização social torna-se então bem clara. A mobilização é fator integrante do movimento social, consistindo da ação social que os quadros e as massas correspondentes levarão a cabo, tanto para realizar imediatamente o seu programa, como para aumentar gradualmente as bases do poder” (...) fala-se também de mobilização política para a incorporação das massas nos processos de consulta da sociedade política, (...) (SILVA, 1986, p. 771).
[3]RMA: Rede Mobilização Ambiental, refere-se a projetos internacionais (JACOBI, 2003).
 
[4] Empreendedorismo social: O termo Empreendedor Social foi cunhado por Bill Drayton – Fundador e Presidente da Ashoka – ao perceber a existência de indivíduos que combinam pragmatismo, compromisso com resultados e visão de futuro para realizar profundas transformações sociais (ASHOKA, 2011).
[5]Multiculturalismo: (multicultural + ismo) sinônimo Prática de acomodar qualquer número de culturas distintas, numa única sociedade, sem preconceito ou discriminação (MICHAELIS, 2009 p. 606).
[6]Etnocentrismo: Termo forjado pela antropologia para descrever o sentimento genérico das pessoas que preferem o modo de vida do seu próprio grupo social ou cultural ao de outros. O termo, em princípio, não descreve necessariamente atitudes negativas em relação aos outros, mas uma visão de mundo na qual o centro de todos os valores é o próprio grupo a que o individuo pertence. Porém, como a partir desta perspectiva todos os outros grupos ou as atitudes individuais são avaliados tendo em vista os valores do seu próprio grupo, isto pode gerar posições ou ações de intolerância (BARRETO, 2009, p.197).
[7]Etnia: Refere-se à classificação de um povo ou de uma população de acordo com sua organização social e cultural, caracterizadas por particulares modos de vida (BARRETO, 2009, p. 204).
[8]Grotesco: (ê) (ital grottesco) adjetivo Caricato, ridículo. Que provoca risos (MICHAELIS, 2009 p. 431).
[9] Política no Brasil: “ANTIGAMENTE, lá em Minas, a política era coisa séria. Havia dois partidos com nome registrado, programa de governo e tudo mais. Mas não era isso que entusiasmava os eleitores. Eles não sabiam direito o nome do seu partido nem se interessavam pelo programa de governo. O que fazia o sangue ferver era o nome do bicho e correlatos por que seu partido era conhecido. (…) Naqueles tempos o entusiasmo não vinha nem da ideologia nem do caráter dos coronéis. O que fazia o sangue ferver era o símbolo: “Eu sou Rato”, Eu sou Queijo”. Corria o boato de que coronel Sigismundo, fazendeiro, chefe dos "Ratos", usava jagunços para matar seus desafetos. Não surtia efeito. Era mentira deslavada dos "Queijos". Corria o boato de que o doutor Alberto, médico rico, chefe dos "Queijos", praticava a agiotagem. Mentira deslavada dos "Ratos". Os chefões, na cabeça dos eleitores, eram semideuses, padrinhos, sempre inocentes. O que dava o entusiasmo era o campeonato. Quem ganharia? Os "Ratos" ou os "Queijos"? Quem ganhasse a eleição seria o campeão, dono do poder, nomeações dos afilhados, até a próxima (...) Mais de oitenta anos se passaram. Os nomes são outros. Mas nada mudou. Política é a mesma paixão pelo futebol decidindo o destino do país. Os torcedores se preparam para a finalíssima entre os “Ratos” e os “Queijos”. É como era na cidadezinha de Dores da Boa Esperança, onde nasci 73 anos atrás (...) (TOMAZI, 2007, p. 128 apud ALVES, 2006, p. C2).