Resumo: Este artigo descreve a questão teórica sobre
mobilizações sustentaveis partindo do significado da palavra mobilização.
Perpassando pelo conceito de empoderamento e suas dinâmicas no território, a
experiência da UniCampo que apresenta etapas do processo pedagógico em que
possibilita a partir da formação o fomento de capacidades. O empoderamento
social em processos de organização autonoma e espontânea. O Brasil um país com
seu multiculturalismo de nativos, afrodescendentes e eurodecendentes, a
identidade que a língua exerce como exemplo de rompimento ao personalismo
politico. A metodologia desta parte da pesquisa é a revisão bibliográfica,
sobre a mobilização sustentáveis das comunidades.
Palavras chave: Mobilização. Formação. Capacidades. Empoderamento.
Multiculturalismo. Identidade
Mobilization for sustainable territorial
development
Abstract:
This article describes the theoretical question about
mobilizations sustainable part is the meaning of mobilization. Permeating the
concept of empowerment and its dynamics within the experience of presenting
UniCampo stages of the educational process that enables the development from
the training capabilities. The social empowerment processes of spontaneous and
autonomous organization. Brazil is a country with its multiculturalism native,
Afro-descendant and eurodecendentes, the identity that language plays such as
breaking the political personalism. The methodology of this research is part of
the literature review on the mobilization of sustainable communities.
Keywords: Mobilization. Ttraining. Capabilities.
Empowerment. Multiculturalism. Identity
O artigo é parte da pesquisa de mestrado desenvolvida durante os anos de
2011 a 2013, construída através da pesquisa ação na região de Morretes do Estado
do Paraná. A identificação da capacidade de mobilização pode ser um instrumento
metodológico para medir os indicadores de desenvolvimento sócio ambiental, pretendemos
discutir esta capacidade no decorrer desta publicação.
A capacidade de mobilização para o desenvolvimento territorial
sustentável depende de influências locais, regionais e globais. A mobilização
na sociedade atual é uma ideia que vem de movimentação, mesmo que o olhar seja
de cima ou de baixo, a mobilização continua sendo algo que movimenta ações e
relações no território.
A mobilização
[2] é uma
ferramenta do ativismo, uma possibilidade de articulação social, que teve um
sentido revolucionário nos séculos XVIII, XIX e XX. No século XXI, emerge a
mobilização de atores sociais no Brasil para projetos de ação efetiva. Esse
avanço foi possível devido à democratização política brasileira, que emergiu
nas últimas décadas, possibilitando uma mudança de paradigmas nos movimentos
sociais, para mobilizações sociais mais abrangentes e consolidadas de ação
coletiva.
A RMA [3]
foi criada para formar um grupo de pressão que o PP-G7 incluísse a Mata
Atlântica, incentivando o intercâmbio de informações relativas a este
ecossistema, visando a sua conservação, através da mobilização, da ação
política coordenada e do apoio mútuo entre os participantes” (JACOBI, 2003,
p.19).
No Brasil, a mobilização emerge de experiências dos movimentos
ambientalistas a partir de projetos com perfil ativista, com agentes sociais
inovadores e com tecnologias sociais de empoderamento social, destacando o
ativismo de extensão rural para a sustentabilidade do território.
Frente aos
desafios criados pela promoção do empoderamento
nas dinâmicas de desenvolvimento territorial, a criação da Universidade Camponesa – a UniCampo - inscreve-se num contexto de
reflexões sobre a educação rural que se tornam muito intensas nos últimos anos”
(KOLING et al., 2002) (COUDEL, TONNEAU, 2010, p. 455).
No caso da experiência da UniCampo as competências para ações
territoriais são desenvolvidas em processos de formação, onde os projetos devem
ser construídos a partir das decisões dos próprios envolvidos na localidade,
viabilizando um fazer pedagógico.
O processo
pedagógico foi organizado em três etapas, combinando os aspectos teóricos
(produzir conhecimentos para compreender o que se passa), metodológico (oferecer métodos de aprendizagem) e aplicado (definir
a ferramenta para agir). Cada uma dessas etapas foi estruturada em torno de
projetos, que permitem a tomada de contato com a realidade” (COUDEL, TONNEAU
2010, p. 455).
A elaboração do projeto como ferramenta da mobilização territorial no
meio rural, ainda no caso da UniCampo, foi definida a partir das necessidades e
prioridades dos próprios camponeses, dentro dos limites da possibilidade de
mobilização das organizações em cada território.
(...)
legitimidade junto aos atores de base, reforçada pela sua dupla estruturação-rede.
Por outro lado, sua fragilidade diz respeito à carência de “profissionalismo”
na concorrência por novas linhas de financiamento. (...) estratégias para que
as frentes de luta voltadas para mobilizações sociais” e para a “assistência
técnica” não se tornem itens secundários de sua agenda de prioridades. “Para
tanto, deverão ser privilegiadas as frentes de acesso mais fácil, a exemplo de
educação formação e de pesquisa-ação” (COUDEL, TONNEAU, 2010, p. 475).
Assim, por “mobilização” entendemos aqui a aptidão de uma dada comunidade
em estimular a participação das diferentes categorias de cidadãos que a
compõem, “a fim de determinar objetivos comuns e ações coletivas inovadoras,
capazes de reforçar redes de comunicação interna e de concretizar uma
governança eficiente, podendo favorecer a negociação de conflitos (JEAN, 2010,
p. 64)”. Em casos práticos pode-se ainda observar a mobilização que acontece em
rede ou verticalizada simultaneamente.
A mobilização em rede é a atuação de uma rede de instituições
comunitárias em projetos inovadores, ligada à mobilização dos atores locais na
participação política de maneira autônoma e espontânea. Esta acontece em
Tonneau, Sabourin processos organizados a partir das necessidades e prioridades
locais a serem atendidas pelas agências de apoio ou fomento da ação técnica de
empreendedorismo social[4].
Esse limite da ação voluntarista e as questões desafiantes que levantam
foram descritos por (2007), quando enfatizam as dificuldades de inventar um
projeto territorial realmente inovador, permitindo que nos libertemos de três
arquétipos considerados restritivos, sintetizando a seguir.
Modelos técnicos que atendem muitas pouco às exigências colocadas pelo enfoque de desenvolvimento territorial sustentável
(...) modelos políticos (...) gestão
integrada (...) modelos institucionais e
financeiros (...) necessários às áreas marginalizadas (...) como inventar
novas formas de gestão dos investimentos (...). O desafio consiste em mobiliar
as organizações do território na pilotagem da formação, na tentativa de
familiarizá-las como o novo modelo em construção, oportunizando assim a
inserção social dos estudantes após o período de formação” (COUDEL, TONNEAU,
2010, p. 477).
Essa formação a partir dos atores locais possibilita a permanência no
campo. Frente aos desafios é importante analisar a história do local e como
funcionam as redes sociais dos atores envolvidos nos projetos. O que foi
construído enquanto valor social e no que é possível avançar em projetos
territoriais para o desenvolvimento sustentável.
Na tradição da cultura brasileira, observa-se que a construção simbólica
dos atores e de ações de mobilização perpassa pela contradição da identidade de
pertencimento ao grupo ou propósitos dos atores envolvidos.
No tempo e
no espaço que a sociedade se organiza como tal em todos os aspectos, aquilo que
parece natural, faz parte de uma construção cultural. Uma identidade que é
dele, como uma pessoa, mas é também, fatalmente, a do grupo, através dele”
(BRANDÃO, 1986, p. 42).
A cultura brasileira tem em seu tripé a matriz indígena, a européia e a
africana. A resistência dos pretos mesmo que sem força, faz surgir ritmo e
rituais, numa cultura brasileira de sincretismos “Todo brasileiro, mesmo o
alvo, de cabelo louro, traz na alma e no corpo o samba, ou pelo menos a pinta
do indígena e do negro” (FREYRE, 1957), de tradições africanas, indígenas e
católicas.
Traduzem a miscigenação produzida a partir da senzala, transformam-se em
valores dos indígenas descendentes, e afrodescendentes, como valores nacionais,
compartilhados por toda a sociedade. Uma
interpretação da “democracia racial” como mito, no sentido antropológico: uma
identidade almejada, uma meta a ser alcançada, um ideal.
Essa
identidade construída com o tempo e no espaço, a língua e o solo que os
identifica como legitimas daquele lugar. O espaço vivido é também um campo de
representações simbólicas, conforme aponta Isnard (1982), rico em simbolismos
que vão traduzir “em sinais visíveis não só o projeto vital de toda a
sociedade, subsistir, proteger-se, sobreviver, mas também as suas aspirações,
crenças, o mais íntimo de sua cultura”.” (CASTRO, 1995, p. 32 apud ISNARD,
1982, p. 71).
A cultura é como garantia de ser alguém, e mais que isso, a propagação do
eu nos filhos, que vão garantir às pessoas de serem elas mesmas, com sua
diversidade própria e sem igual da própria etnia, como diria Darcy Ribeiro, o
índio como índio e o brasileiro como brasileiro e sua brasileiridade.
Para Darcy Ribeiro (2005), autor de uma obra considerável que oferece uma
análise pormenorizada da formação do povo brasileiro a partir de suas origens
plurais, (...) índios, negros, portugueses (...). Os brasileiros assumem agora
sua mestiçagem a ponto de fazerem dela um motivo de orgulho (SACHS, 2007, p.
391).
Assumir-se enquanto brasileiro é garantia de uma identidade própria; como
diz Darcy Ribeiro no documentário: “O Povo Brasileiro”. Neste sentido, Castro
aborda a importância da língua e do solo em que se têm valores instituídos pelo
Estado. A legitimação por parte das instituições é um dos legados do
patrimonialismo do Estado Nacional Brasileiro.
Língua e
solo, como valores da identidade da sociedade, foram assimilados pelos aparatos
institucionais do Estado-nação e tornaram-se patrimônio comum da nacionalidade.
Ambas são parte do cimento simbólico da solidariedade nacional e ajudam a
legitimar socialmente o poder moral e o querer comum como o fundamento do poder
político e o domínio do Estado, como instituição, sobre o território” (CASTRO,
2005, p. 107).
A
nação brasileira é uma mistura que forma o que podemos chamar de híbrido,
resultado da miscigenação de três matrizes, uma autóctone e duas matrizes
externas ao território, entre essas duas, uma das matrizes vem livremente para
as do Brasil e a outra vem de forma escrava.
Conhecemos essa nossa história, o que
falta é reconhecer esse sincretismo cultural que envolve a todos a partir da
cultura étnica da matriz africana, ameríndia e europeia.
Entender esse caldeirão cultural é
entender o que é ser brasileiro, com diferentes influências culturais que
formam um multiculturalismo próprio desse território nacional que reconhece o
português como identidade nacional, mas um português sem igual. Brasileiro,
crioulo, caboclo, sertanejo, indígena, entre outros.
O Multiculturalismo
[5]
rompe com a ideia de raça, do etnocentrismo
[6];
introduz o conceito de etnia
[7], mas
também no campo político ideológico, o conceito do multiculturalismo é
utilizado de maneiras diferentes.
(...) multiculturalismo crítico diferenciando-o
do multiculturalismo conservador ou empresarial, do multiculturalismo humanista
liberal e do multiculturalismo humanista liberal e do multiculturalismo liberal
de esquerda”. Esses são, com certeza, rótulos tipicamente idealizados com o
objetivo de servirem apenas como um recurso “heurístico”. Na realidade, as
características de cada posição tendem a se misturar umas co às outras dentro
do horizonte geral da vida social (MCLAREN, 1999, p. 110).
O autor desenvolve o papel do
multiculturalismo crítico, a partir da perspectiva de uma abordagem de
significado pós-estruturalista de resistência, e enfatizando o papel que a
língua e a representação desempenham na construção de significado e identidade,
rompendo com o grotesco
[8] do
colonizador.
Uma práxis multicultural crítica não rejeita
simplesmente o decoro burguês que consignou o Outro imperializado ao domínio do
grotesco, mas tenta efetivamente remapear o desejo ao lutar por uma cultura
multivalenciada lingüisticamente e por novas estruturas de experiência nas
quais os indivíduos recusam o papel do narrador onisciente e concebem a
identidade como uma montagem polivalente de posições de sujeitos
(contraditórias e sobredeterminadas).” (MCLAREN, 1999, p. 133 e 134).
Os sistemas de diferenças existentes que
organizam a vida social em padrões de dominação e subordinação devem ser
reconstruídos. O campo do conceito do multiculturalismo remete a uma abordagem
com a opressão cultural e social como pano de fundo da discussão,
compartilhadas por Michele Wallace & Peter Clarence.
No início do século XX, tivemos os
modernistas na Semana de Arte Moderna, pensadores que marcaram nossa História,
estudando a cultura Brasileira, que terão o papel de reinventar o país com suas
diversidades culturais como nova cidadania nacional emergente.
os modernistas forneceram elementos para se fazer uma
redefinição do nacionalismo, diferente de “pátria amada, salve, salve’”.
Nacionalismo para eles foi trazer à cena o negro, o imigrante, o índio, o
marginalizado” (GODOI, 2011, p. 66).
O nacionalismo emergente no Brasil é
fortalecido pela língua portuguesa falada e escrita em todo território
meridional. O processo de industrialização a partir de recursos Estatais
implementa a urbanização no entorno da fábrica, o urbano de centros e
periferias perpassando para fazê-lo viver no meio rural com a cultura chamada
de coronelismo.
No caso de Da Matta, o fio condutor mesmo de sua
reflexão já apontava para o desejo de surpreender a realidade brasileira por
detrás de suas auto-imagens consagradas. Assim, em Carnavais, malandros e
heróis (Da Matta, 1981), seu livro mais importante, essa tentativa é
empreendida a partir do estudo do cotidiano brasileiro, no estudo dos seus
rituais e modelos de ação, portanto, que é onde podemos reencontrar nossos
malandros e nossos heróis.” (SOUZA, 2001).
O funcionamento da política no Brasil
é
um dilema que precisamos enfrentar; esse enfrentamento à despolitização, à
desmobilização. A mobilização, quando acontece, é a partir das elites. Tal
situação deixa a sociedade estagnada, esperando por pacotes de governo e não
continuísmos em planos eficazes de políticas Estatais.
A ideia de jogo, e quem ganha o jogo tem
o poder, da mesma forma que um time de futebol. Quem perde a eleição, o rigor
da lei, sábio são os que não entram nessa condição de dominação e dominado.
Os que ganham a eleição passam a serem
semideuses que podem tudo e os endeusam como seus ídolos, em uma servidão
voluntária, e sentimento de pertencimento ao time que ganhou o jogo, aceitando
como verdade que sobrepõe a todos.
Esse personalismo que é herança ibérica
como diria Sergio Buarque de Holanda no livro “Raízes do Brasil”, fala dessa
cordialidade que os brasileiros nutrem, para garantir a renda nas relações de
trabalho sendo ainda reproduzido nas relações do mundo rural.
As ideologias dominantes que invertem o
sentido das coisas, despolitizando e fazendo com que se banalize a política com
generalizações de que é tudo igual, todos são corruptos então tanto faz,
permite que se centralize o poder nas mãos de uma elite, podemos dizer até nas
mãos de algumas famílias das comunidades rurais e pequenos vilarejos.
As oligarquias agrárias passaram a
mandar nas cidades brasileiras muito além do rural, do poder econômico, da
mídia, da indústria cultural. A massificação das ideologias esconde a
realidade, a partir de ideias conservadoras e elitistas, impedindo qualquer
forma de possibilidade que não seja a dominante para entrar outras formas de
multiculturais e ambientais.
Por isso tudo que se busca construir
esbarra na cultura, cultura essa que é o que somos, mas muito mais o que querem
que sejamos. Nossa opinião está contaminada com o modelo centralizador,
dominador e que vem de cima.
Romper com essa situação para avançar em
projetos alternativos pode ser uma ilusão onde podemos achar que estamos
avançando e não saímos do lugar ou pior ainda, o retrocesso das tecnologias
sociais.
Enxergar a realidade como ela realmente
é, nua e crua, doa a quem doer, também é outro extremo da atuação, esse
ativismo poderá retrair a participação de atores sociais.
Nem sempre o que se visualiza como
solução para a comunidade é aceito como solução, e mesmo todos os nossos
conceitos acadêmicos se tornam sem aplicação. O máximo que podemos é enxergar a
realidade desvendando-a, e com essa visão poderemos acertar na ação que se
busca conjuntamente.
A identidade cultural das populações
autóctones rurais tem suas próprias formas de utilizarem a terra em que vivem,
razão de estarem no território, podendo ser sua única possibilidade de
sobrevivência, então precisando dar tudo de si. Se a natureza oferece pouco
esforço, ou pouco recurso financeiro, tendência é sacrificar a floresta
atlântica com uma visão de desbravadores.
Mas ao mesmo tempo em que os jovens e
agricultores em sua condição de sobrevivência convivem com a necessidade de
destruir, também vem situações extremas, como nos eventos sócio ambientais, que
se precisa preservar.
Para a legitimação da mobilização
ambiental é importante articular as prioridades elencadas nas demandas
comunitárias rurais entre os agricultores, através de projetos de ação
coletivos e a pesquisa participativa. Unindo-se a participação à mobilização
social, é possível apostar no ser humano como sendo capaz de transformar-se e
transformar os que estão envolvidos no propósito coletivo de sustentabilidade
ambiental.
Conclusão
As comunidades buscam mecanismos de adaptação na tentativa de superação
de crises econômicas, baseando-se principalmente em atividades econômicas apoiadas
na agricultura familiar, extensiva e no artesanato com fibras naturais e
turismo de base comunitária.
Um dos resultados encontrados foi à sensibilização da comunidade local
frente à vulnerabilidade ambiental local à ocupação humana e além principalmente
de se iniciar um processo de mobilização para o pacto comunitário em direção ao
desenvolvimento territorial.
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[2]Mobilização: “Mobilização (Movilización) Pode-se fazer
referência ao termo mobilização nos planos político e social, (...) a
mobilização social comporta a incorporação de indivíduos, grupos ou classes sociais
a um movimento social. A diferença entre movimento social e mobilização social
torna-se então bem clara. A mobilização é fator integrante do movimento social,
consistindo da ação social que os quadros e as massas correspondentes levarão a
cabo, tanto para realizar imediatamente o seu programa, como para aumentar
gradualmente as bases do poder” (...) fala-se também de mobilização política
para a incorporação das massas nos processos de consulta da sociedade política,
(...) (SILVA, 1986, p. 771).
[3]RMA: Rede
Mobilização Ambiental, refere-se a projetos internacionais (JACOBI, 2003).
[4]
Empreendedorismo social: O termo Empreendedor Social foi cunhado por Bill
Drayton – Fundador e Presidente da Ashoka – ao perceber a existência de
indivíduos que combinam pragmatismo, compromisso com resultados e visão de
futuro para realizar profundas transformações sociais (ASHOKA, 2011).
Política no
Brasil: “ANTIGAMENTE, lá em Minas, a política
era coisa séria. Havia dois partidos com nome registrado, programa de governo e
tudo mais. Mas não era isso que entusiasmava os eleitores. Eles não sabiam
direito o nome do seu partido nem se interessavam pelo programa de governo. O
que fazia o sangue ferver era o nome do bicho e correlatos por que seu partido
era conhecido. (…) Naqueles tempos o entusiasmo não vinha nem da ideologia nem
do caráter dos coronéis. O que fazia o sangue ferver era o símbolo: “Eu sou
Rato”, Eu sou Queijo”. Corria o boato de que coronel Sigismundo, fazendeiro,
chefe dos "Ratos", usava jagunços para matar seus desafetos. Não
surtia efeito. Era mentira deslavada dos "Queijos". Corria o boato de
que o doutor Alberto, médico rico, chefe dos "Queijos", praticava a
agiotagem. Mentira deslavada dos "Ratos". Os chefões, na cabeça dos
eleitores, eram semideuses, padrinhos, sempre inocentes. O que dava o
entusiasmo era o campeonato. Quem ganharia? Os "Ratos" ou os
"Queijos"? Quem ganhasse a eleição seria o campeão, dono do poder,
nomeações dos afilhados, até a próxima (...) Mais de oitenta anos se passaram.
Os nomes são outros. Mas nada mudou. Política é a mesma paixão pelo futebol
decidindo o destino do país. Os torcedores se preparam para a finalíssima entre
os “Ratos” e os “Queijos”. É como era na cidadezinha de Dores da Boa Esperança,
onde nasci 73 anos atrás (...) (TOMAZI, 2007, p. 128 apud ALVES, 2006, p. C2).